Grupo Carlyle, dos EUA, concorda em comprar ativos da Lukoil após pressão de sanções

29 jan 2026 - 12h05
(atualizado às 12h13)

A empresa norte-americana de private equity Carlyle Group concordou em comprar a maior parte dos ativos estrangeiros ‌da Lukoil, inicialmente avaliados em US$22 bilhões pelos analistas, que a ‌segunda maior empresa petrolífera da Rússia está sendo forçada a vender devido às sanções dos Estados Unidos.

A venda planejada, anunciada por ambas as empresas nesta quinta-feira, ocorre justamente quando negociadores russos, ‍ucranianos e norte-americanos tentam chegar a um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia e marcaria o fim, por enquanto, da tentativa da Lukoil de se tornar uma ‌empresa global.

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"A abordagem da Carlyle à Lukoil International ‌seria garantir a continuidade operacional, preservar empregos, estabilizar a base de ativos e apoiar um desempenho seguro e confiável em todo o portfólio, aplicando supervisão dedicada e capacidades operacionais internacionais", disse a Carlyle em um comunicado.

A Lukoil, que também anunciou a venda planejada em um comunicado, disse que continua as negociações com outros potenciais compradores.

Nem a Lukoil nem a Carlyle divulgaram o preço da venda, que ainda precisa da aprovação do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC na sigla em inglês), a agência norte-americana que administra sanções. O Departamento do Tesouro dos EUA deu à Lukoil até 28 de fevereiro para vender seu portfólio global.

Uma pessoa familiarizada com a situação disse ‌que os dois grupos ainda não chegaram a um acordo sobre a avaliação, o que pode levar algum tempo.

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