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Grupo Pão de Açúcar rescinde aluguel e vai desocupar centro de distribuição na entrada de São Paulo

Galpão fica na beira da Rodovia Anhanguera; companhia busca reestruturar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas por meio de um plano de recuperação extrajudicial

23 jul 2026 - 13h54

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), em dificuldades financeiras, vai esvaziar um dos mais importantes centros de armazenamento e distribuição de mercadorias que ocupa, na beira da Rodovia Anhanguera, perto da entrada da cidade de São Paulo.

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O galpão pertence ao fundo de investimento imobiliário Bresco Logística (BRCO11), que recebeu o aviso da varejista para rescisão antecipada do contrato de locação, o que implicará em multa. Neste momento, o GPA enfrenta desafios para colocar suas contas em dia. A companhia busca reestruturar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas por meio de um plano de recuperação extrajudicial.

O aluguel deste galpão foi firmado inicialmente pelo GPA com a Bresco em 2018 e renovado em 2024, com duração prevista até 2032. Para desocupação antecipada, o contrato prevê aviso prévio de nove meses antes da saída, bem como indenização equivalente ao fundo no valor de 4,5 vezes o valor do aluguel vigente, proporcional ao prazo remanescente do contrato — sendo ambos os valores reajustados pela variação acumulada do IPCA, segundo informações divulgadas pelo fundo imobiliário nesta quinta-feira, 23.

O galpão era utilizado pelo GPA para recebimento e expedição de frutas, legumes, verduras, lácteos e alguns pescados importados para todos os pontos de venda da rede de supermercados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.

O imóvel fica na Vila Jaraguá, local estratégico do ponto de vista logístico, com acesso fácil à Rodovia Anhanguera e ao Rodoanel, além de estar em uma das entradas da cidade de São Paulo. A vizinhança tem outras empresas de peso, como Ambev e Siemens, por exemplo.

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O galpão GPA CD04 tem uma área de 35 mil metros quadrados (algo equivalente a 4,5 campos de futebol) e tinha a varejista como única inquilina. A Bresco informou aos cotistas que o contrato representa 6,0% da área bruta locável (ABL) de todos os imóveis do fundo, e que o aluguel deste galpão gerava dividendos de R$ 0,08 por cota.

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