Governo define setores afetados por guerra e tarifas que poderão acessar R$15 bi adicionais do Brasil Soberano

16 abr 2026 - 15h54

O governo federal definiu ‌os setores considerados estratégicos que poderão acessar os R$15 bilhões adicionais alocados no programa Brasil Soberano para lidar com os impactos da guerra no Oriente Médio e das ⁠tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, informou ‌nesta quinta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Entre os setores elegíveis para ‌receber os recursos estão ‌máquinas, equipamentos e setor automotivo; produtos ⁠químicos e farmacêuticos; eletrônicos e equipamentos de informática; aeronáutica e demais equipamentos de transporte; máquinas elétricas, geradores e equipamentos industriais; borracha e plásticos industriais; têxtil e cadeia de ‌transformação associada; e minerais críticos e terras raras, ‌de acordo com ⁠a ⁠nota do ministério.

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Os recursos adicionais, de acordo com o ⁠ministério, são ‌oriundos do superávit do ‌Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e as taxas de juros dos empréstimos deverão ser definidas nesta semana em reunião do ⁠Conselho Monetário Nacional (CMN).

"A medida fortalece cadeias estratégicas e reduz vulnerabilidades externas", destaca o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. 

O ‌Brasil Soberano foi criado inicialmente em reação à imposição de tarifas comerciais unilaterais ao Brasil pelo ⁠presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Parte dessas tarifas foi eliminada ou reduzida posteriormente, mas alguns setores ainda são afetados.

No mês passado, o governo editou medida provisória estabelecendo R$15 bilhões adicionais em linhas de crédito sob gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas exportadoras e relevantes para a balança comercial, no âmbito do programa.

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