Ibovespa recua em novo pregão de ajustes, mas Petrobras atenua perda

16 abr 2026 - 17h05
(atualizado às 17h36)

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, ‌em mais um pregão de ajustes após renovar recordes no começo da semana, mas o movimento foi atenuado pelo desempenho robusto de Petrobras, em meio ao avanço do petróleo e assembleia de acionistas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,46%, a 196.818,59 pontos, tendo marcado 198.586,57 pontos na máxima e 196.353,98 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$30,6 ⁠bilhões.

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Foi a segunda queda seguida, após o Ibovespa renovar suas máximas na terça-feira, quando ultrapassou pela ‌primeira vez o patamar dos 199 mil pontos no melhor momento do pregão.  

Em Wall Street, o S&P 500 fechou com acréscimo de 0,26%, renovando sua máxima histórica, em meio a apostas ‌de que o pior do conflito no Oriente Médio pode ‌ter ficado para trás.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que ⁠o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias e disse que a próxima reunião entre os EUA e o Irã pode ocorrer no fim de semana, referendando expectativas de que a guerra com o Irã pode estar perto do fim.

No noticiário brasileiro, um dos holofotes voltou-se para o IBC-Br, considerado um sinalizador do PIB, que registrou alta de 0,6% em fevereiro ante janeiro, acima ‌da expectativa em pesquisa da Reuters de acréscimo de 0,47%. 

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DESTAQUES

• PETROBRAS PN subiu 3,6%, endossada pelo avanço ‌do petróleo no exterior, com ⁠o barril sob o ⁠contrato Brent fechando negociado com acréscimo de 4,7%. A sessão também foi marcada por assembleia de acionistas da ⁠estatal, que elegeram composição de seu conselho de administração ‌para o próximo mandato, em movimento ‌que mudou 4 dos 11 membros do colegiado, incluindo o novo presidente Guilherme Santos Mello.

• VALE ON caiu 1,13%, mesmo com o movimento positivo dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian  subiu 3,1%, em ⁠meio à repercussão positiva de dados da segunda maior economia do mundo. A mineradora também divulga após o fechamento dados sobre produção e vendas no primeiro trimestre.

• BRADESCO PN avançou 0,24%, destoando do viés negativo de pares do setor. ITAÚ UNIBANCO PN fechou em baixa de 0,13%, BANCO DO BRASIL ON cedeu 0,49% e SANTANDER BRASIL ‌UNIT encerrou com decréscimo de 0,73%. Investidores seguem atentos a potenciais medidas de crédito do governo para lidar com o elevado endividamento da população. O BB anunciou emissão a partir de ⁠US$500 milhões em Nature Bonds.

• ASSAÍ ON perdeu 8,86%, tendo no radar divulgação pela Receita Federal de que está notificando cerca de 3 mil empresas sobre adoção de práticas sem respaldo legal na apuração de créditos de PIS/Pasep e Cofins, que somam cerca de R$10 bilhões. A Receita não citou nomes, mas disse que o escopo das análises apontou maior incidência dessas situações no segmento supermercadista.

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• EMBRAER ON recuou 3,21%, no segundo pregão seguido de queda, após forte valorização recente, com a alta acumulada em abril ainda somando quase 8%.

• AMBEV ON caiu 2,53%. Analistas do UBS BB cortaram a recomendação da ação para venda e reduziram o preço-alvo de R$15 para R$14,50. Eles avaliam que a relação risco/retorno nos níveis atuais está desfavorável, com viés de queda, e veem um desalinhamento crescente entre o perfil de crescimento dos lucros, o custo de capital no Brasil e valuation.

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