Os consumidores da zona do euro mantiveram suas expectativas de inflação em novembro, prevendo uma desaceleração constante no aumento dos preços em direção à meta de 2% do Banco Central Europeu nos próximos anos, segundo uma pesquisa do BCE divulgada nesta quinta-feira.
A inflação oscilou em torno de 2% na maior parte do ano passado e novos dados divulgados na quarta-feira colocam a alta dos preços em 2% em dezembro, já que a queda dos custos de energia compensou o aumento dos serviços.
Os consumidores de todo o bloco monetário perceberam que a inflação está um pouco mais alta - 3,1% em novembro - mas a viram em 2,8% no ano, 2,5% três anos à frente e 2,2% daqui a cinco anos, informou o BCE, com base em uma pesquisa com 19.000 adultos em 11 países da zona do euro.
A inflação, controlada pelos aumentos dos juros do BCE em 2022 e 2023, não tem sido um problema nos últimos meses e o aumento dos preços poderá ser ainda mais baixo, devido à queda dos preços do petróleo e do gás.
Entretanto, é improvável que o BCE afrouxe a política monetária por enquanto para impedir que a inflação fique muito baixa, já que as projeções preveem uma recuperação mais tarde, em parte devido ao crescimento econômico estável.
Os consumidores, que geralmente são mais pessimistas do que os analistas profissionais, esperam que a economia contraia 1,3% ao longo do ano, um cenário mais pessimista do que a expectativa de retração de 1,1% de outubro.
A maioria dos analistas vê a zona do euro expandindo a uma taxa entre 1% e 1,5% este ano, após um crescimento de cerca de 1,4% em 2025.