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Empresas da zona do euro enfrentam dificuldades para elevar preços ao consumidor após choque do Irã, mostra pesquisa do BCE

24 jul 2026 - 10h17

As empresas da zona do euro estão ‌enfrentando dificuldades para aumentar os preços para os consumidores, que já sofrem com o aumento dos custos dos combustíveis, e a concorrência acirrada da China agrava as condições adversas do mercado, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Banco Central Europeu.

O BCE manteve as taxas de juros na véspera, afirmando que ⁠vê poucos ou nenhum sinal de que os custos mais altos dos combustíveis ‌estejam se refletindo nos preços ao consumidor, nos salários e nas expectativas de longo prazo. O banco deixou em aberto a possibilidade de um novo ‌aumento dos juros em setembro.

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Sua pesquisa trimestral de ‌informações com 76 grandes empresas que operam na zona do euro ⁠fora do setor financeiro confirmou que esses efeitos de segunda ordem ainda estavam praticamente ausentes.

As conversas ocorreram principalmente entre 22 de junho e 1º de julho, logo após a assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã para pôr fim ao conflito, que posteriormente fracassou no início de julho em meio ‌à retomada das hostilidades.

As empresas haviam aumentado os preços menos do que o ‌esperado nos três meses até ⁠junho e esperavam ⁠uma ligeira moderação no trimestre atual, segundo a pesquisa.

Cerca de 40% das empresas consultadas afirmaram ⁠que os preços em seu setor ‌haviam aumentado, especialmente em bens ‌intermediários e transporte, que são diretamente afetados pelo preço do petróleo e seus derivados. Os preços dos produtos petroquímicos, por exemplo, haviam subido entre 20% e 30%, informou o BCE.

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Mas, para as empresas mais próximas do ⁠consumidor, houve "pouco ajuste" até o momento, já que as famílias continuavam "muito sensíveis aos preços". O preço de alguns produtos eletrônicos de consumo estava até mesmo caindo devido às importações mais baratas da Ásia, acrescentou o BCE.

Isso significava que cerca de 40% das empresas estavam ‌vendo suas margens reduzidas, já que os custos mais altos não eram compensados por um aumento proporcional nos preços de varejo.

"Os varejistas do setor de ⁠alimentos afirmaram que os preços mais altos dos combustíveis no segundo trimestre deixaram menos dinheiro para gastos com outros itens e reforçaram a tendência dos consumidores de migrar de produtos de marca para marcas próprias", afirmou o BCE.

"As condições gerais do mercado estavam difíceis, ... com os fabricantes chineses oferecendo cada vez mais produtos inovadores a preços baixos."

Por outro lado, as empresas afirmaram que um boom na inteligência artificial estava impulsionando os investimentos e os gastos das empresas, embora as preocupações com a competitividade pesassem sobre os gastos tradicionais de capital.

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"Isso estava levando as empresas manufatureiras europeias a concentrar cada vez mais seus investimentos na Ásia ou na Europa Oriental, em vez de na zona do euro", afirmou o BCE.

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