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Dólar segue exterior e fecha em alta no Brasil antes de nova pesquisa eleitoral

22 out 2026 - 17h09
(atualizado às 17h28)
Resumo
O dólar fechou em alta de 0,22%, cotado a R$ 5,0384, influenciado pela aversão global ao risco gerada por conflitos no Oriente Médio e preocupações no setor de tecnologia. No cenário interno, investidores operaram com cautela à espera de nova pesquisa Datafolha na corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula. O mercado segue precificando uma vitória de Flávio pela expectativa de rigor fiscal, mesmo com pesquisas recentes indicando aperto na disputa. O leilão de swap do BC não afetou o câmbio.

O dólar fechou ‌a quinta-feira em leve alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão marcada pela aversão global a ativos de risco, enquanto no Brasil os investidores aguardam a divulgação de nova pesquisa do Datafolha sobre a eleição presidencial.

O dólar ⁠à vista encerrou com alta de 0,22%, a R$5,0384. No ano, a divisa ‌passou a acumular baixa de 8,21%.

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Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,34% na B3, aos R$5,0500.

A quinta-feira ‌foi marcada pela queda dos principais índices de ‌ações ao redor do mundo, pelo avanço do petróleo Brent para ⁠acima de US$110 o barril e pela alta do dólar ante boa parte das demais divisas, em um contexto de preocupações com o setor de inteligência artificial e de continuidade dos conflitos no Oriente Médio.

No Brasil, o dólar operou em alta durante praticamente toda a sessão, acompanhando o viés vindo do ‌exterior, mas com os agentes também cautelosos na reta final da campanha eleitoral. No ‌início da noite desta ⁠quinta-feira o Datafolha ⁠divulgará sua nova pesquisa eleitoral.

Nos levantamentos mais recentes de outros institutos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) ⁠segue à frente do presidente Luiz ‌Inácio Lula da Silva (PT) nas ‌intenções de voto, mas a diferença entre os dois parece estar diminuindo. Na quarta-feira, a Quaest indicou uma diferença de 1 ponto percentual nas intenções de voto, com os dois empatados tecnicamente. Além disso, a ⁠rejeição de Flávio é 5 pontos percentuais maior que a de Lula.

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"O dólar sobe aqui por conta desse exterior bem ruim, mas o Datafolha à noite está no radar também", disse à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

"Apesar de Lula parecer ‌competitivo nessa reta final, com a diferença caindo, o mercado ainda está majoritariamente precificando (a vitória de) Flávio. Isso não mudou até agora", acrescentou.

A leitura de ⁠boa parte dos agentes ainda é de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 75.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro.

Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,03%, a 101,650 -- após ter subido em boa parte da sessão. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia ante divisas de países emergentes como o rand sul-africano, a lira turca e o peso chileno.

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(Edição de Isabel Versiani)

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