O dólar opera perto da estabilidade ante o real nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,1582, após o Banco Central realizar leilões simultâneos de US$ 1 bilhão para prover liquidez ao mercado cambial. A operação tem efeito neutro sobre as cotações. No exterior, a divisa norte-americana mantém alta contra moedas fortes, enquanto investidores globais repercutem o balanço positivo da Nvidia, que guia o sentimento nos mercados internacionais.
O dólar seguia perto da estabilidade ante o real na manhã desta quinta-feira após o Banco Central ter realizado dois leilões cambiais simultâneos, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentava ganhos ante outras divisas fortes.
Às 9h56, o dólar à vista subia 0,10%, a R$5,1582 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro -- o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,18%, aos R$5,1610.
O Banco Central vendeu nesta manhã, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
As duas operações simultâneas são conhecidas como "casadão" pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.
No exterior, parte das atenções está voltada para a reação dos investidores à divulgação de resultados da gigante de tecnologia norte-americana Nvidia, que na noite de quarta-feira previu receitas acima das estimativas para o terceiro trimestre.
Ainda que o mercado de ações seja mais diretamente afetado, o balanço da Nvidia tem potencial para afetar o sentimento dos investidores ao redor do mundo. Antes mesmo da abertura da Nasdaq em Nova York, os papéis da Nvidia estavam em alta no pré-mercado.
Nos mercados de moedas, o dólar sustentava ganhos ante o iene, o euro e a libra, mas tinha sinais mistos ante as divisas de países emergentes.
Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,23% no Brasil, aos R$5,1533.
(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)