Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 203 mil na última semana, superando projeções e reforçando a estabilidade do mercado de trabalho, com desemprego em 4,1%. A baixa taxa de demissões sustenta o foco do Federal Reserve no combate à inflação. Por outro lado, o déficit comercial de bens norte-americano ampliou-se para US$ 118,8 bilhões em julho, reflexo da queda de 2,9% nas exportações e do avanço de 3,7% nas importações.
O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego caiu na semana passada, sugerindo que o mercado de trabalho permanece estável apesar de uma queda inesperada no número de empregos em julho.
Enquanto isso, o déficit comercial de bens dos EUA, que o presidente Donald Trump está tentando reduzir por meio do uso agressivo de tarifas sobre produtos importados, aumentou em julho.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 4.000, para 203.000 em dado com ajuste sazonal na semana encerrada em 22 de agosto, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 208.000 pedidos para a última semana.
Os pedidos estão oscilando na faixa inferior do intervalo de 189.000 a 230.000 para este ano, indicando que as demissões permanecem baixas mesmo que as contratações estejam fracas. A taxa de desemprego dos EUA recuou novamente no mês passado para 4,1%, um nível historicamente baixo.
A estabilidade do mercado de trabalho, se mantida, pode permitir que o Federal Reserve mantenha seu foco na contenção da inflação, que vem ficando acima de sua meta de 2% há 65 meses consecutivos.
Um relatório separado do Departamento do Censo mostrou que o déficit comercial de bens dos EUA aumentou para US$118,8 bilhões em julho, ante US$101,4 bilhões em junho. As exportações caíram 2,9%, enquanto as importações aumentaram 3,7%.