Dólar oscila perto da estabilidade com atenções voltadas para o exterior

30 mar 2026 - 09h17
(atualizado às 11h37)

O dólar oscila ‌perto da estabilidade ante o real, com os investidores atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que mantêm a moeda norte-americana em alta ante parte das divisas de países emergentes no exterior.

Às 11h28, o dólar à vista subia 0,18%, aos R$5,2487 na venda.

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Na B3, o contrato de dólar ⁠futuro para abril -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,13%, ‌aos R$5,2490.

As atenções seguem voltadas para os desdobramentos da guerra que opõe EUA e Israel contra o Irã.

Nesta segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, ‌afirmou que o país está em negociações para ‌encerrar o conflito, mas reiterou aviso para que Teerã abra o ⁠Estreito de Ormuz, ou corra o risco de sofrer ataques a seus poços de petróleo e usinas de energia. Trump também ameaçou atacar as usinas de dessalinização que fornecem água ao Irã.

Já o Irã qualificou as propostas de paz dos EUA como "irrealistas, ilógicas e excessivas" e lançou mais mísseis ‌contra Israel.

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Neste cenário, o petróleo tipo Brent voltou a subir nesta manhã, para ‌acima dos US$113 o ⁠barril, e o ⁠dólar mantinha ganhos ante divisas de emergentes como o peso chileno e o rand ⁠sul-africano.

Em relação ao real, porém, o ‌movimento é mais acomodado até ‌o momento, em uma manhã em que o Ibovespa ensaia uma recuperação e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem baixas.

Mais cedo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avaliou que os choques de oferta ⁠como o observado neste momento com o conflito no Irã provavelmente pressionam a inflação para cima e a atividade econômica para baixo. No entanto, ele defendeu que a instituição tenha cautela ao incorporar o impacto da guerra em seus cenários.

"O Banco Central tem ‌toda uma governança justamente para tentar aparar as pontas, para que a gente não tenha posições mais extremadas sobrepondo o processo de decisão de ⁠política monetária", disse.

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Atualmente, o mercado está dividido sobre o que o BC anunciará em abril: novo corte de 25 pontos-base da Selic, manutenção da taxa básica em 14,75% ao ano ou redução de 50 pontos-base.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem sido um fator de alta para a moeda norte-americana.

Na sexta-feira, o dólar à vista fechou o dia com elevação de 0,70%, aos R$5,2574.

(Edição de Paula Arend Laier e Isabel Versiani)

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