Ibovespa avança puxado por Vale e Petrobras

30 mar 2026 - 12h24

Após duas quedas seguidas, o Ibovespa ‌avançava nesta segunda-feira, encostando em 184 mil pontos no melhor momento, em movimento sustentado principalmente pelas blue chips Vale e Petrobras, enquanto o Oriente Médio segue sob o holofote.

Por volta de 11h55, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,09%, a 183.538,50 pontos, após atingir máxima de 184.290,44. O volume financeiro somava R$7,2 bilhões.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira ⁠que o país está em negociações para pôr fim à guerra no Irã, mas reiterou aviso a ‌Teerã para que abra o Estreito de Ormuz ou corra o risco de sofrer ataques norte-americanos.

"...se o Estreito de Ormuz não estiver imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos nossa adorável 'estadia' no Irã explodindo e ‌obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia ‌elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg", escreveu em uma publicação em ⁠uma rede social.

No fim de semana, o Irã acusou Washington de preparar um ataque terrestre ao mesmo tempo em que sinalizava a busca por diálogo, enquanto a milícia houthi do Iêmen, apoiada pelo Irã, entrou na guerra, ampliando os riscos no conflito.

Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram no domingo para discutir maneiras de acabar com a guerra.

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No exterior, o barril do petróleo sob o ‌contrato Brent tinha elevação de 1%, a US$113,70, enquanto, em Wall Street, o S&P 500 subia 0,21%.

No ‌Brasil, a pesquisa Focus mostrou ⁠aumento nas previsões para ⁠o IPCA neste ano e no próximo, bem como expectativas de corte menor da taxa básica de juros em ⁠abril. As projeções para a Selic em 2026 e ‌2027, porém, não mudaram.

Investidores também ‌repercutem falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que defendeu parcimônia na análise dos efeitos da guerra, citando que choques de oferta como o observado neste momento provavelmente pressionam a inflação para cima e a atividade econômica para baixo.

A semana também começou com pesquisa ⁠BTG Pactual/Nexus mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados tecnicamente e numericamente em cenários de primeiro turno para a eleição presidencial.

DESTAQUES

- VALE ON subia 1,38%, tendo como pano de fundo oscilação discreta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de ‌Dalian encerrou as negociações do dia com variação positiva de 0,06%, a 813 iuanes (US$117,68) a tonelada.

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- PETROBRAS PN avançava 1,84%, com alta no petróleo no exterior. No setor, BRAVA ON subia ⁠4,86%, PETRORECONCAVO ON avançava 4,34% e PRIO ON tinha elevação de 2,46%. O Morgan Stanley cortou Prio para "equal-weight", mas elevou o preço-alvo de R$58,50 para R$68.

- ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,55%, tendo também no radar dados do mercado de crédito no Brasil, com queda de 6,5% nas concessões em fevereiro ante janeiro. BRADESCO PN ganhava 0,49%, SANTANDER BRASIL UNIT valorizava-se 1,23%, mas BANCO DO BRASIL ON caía 0,44%.

- WEG ON avançava 3,31%, ampliando a recuperação em março, com o desempenho no mês agora negativo em apenas 1,23%. As negociações tinham como pano de fundo relatório do Morgan Stanley, elevando a recomendação das ações da companhia para equal-weight, com aumento do preço-alvo de R$39 para R$54.

- VAMOS ON recuava 2,65%, em pregão de ajustes, após cinco altas seguidas, período em que acumulou uma valorização de mais de 18%.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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