O dólar futuro negociado na B3 -- o mais líquido no mercado brasileiro -- oscila perto da estabilidade nesta tarde de quarta-feira, no retorno do mercado após o feriado prolongado de Carnaval, com as cotações ajustando-se às movimentações vistas no exterior nos últimos dias.
Após abrir às 13h, o contrato de dólar futuro para março cedia 0,07% às 13h57 na B3, aos R$5,2275.
Na terça-feira, com o mercado brasileiro fechado, o dólar sustentou ganhos ante boa parte das demais moedas no exterior, em meio às incertezas em torno das negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã.
Na manhã desta quarta-feira, a notícia de que a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, planeja deixar o cargo antes do fim do mandato, em outubro de 2027, penalizava o euro em relação ao dólar.
Às 13h58, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, incluindo o euro -- subia 0,39%, a 97,507.
A moeda norte-americana também subia ante boa parte das divisas de países emergentes e exportadores de commodities, mas no Brasil o dia ainda era de certa "ressaca" de Carnaval, com a liquidez bastante reduzida.
Internamente, os agentes estão atentos às notícias sobre a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição controlada por Augusto Lima, ex-sócio do Master, por comprometimento de sua situação econômico-financeira e descumprimento de normas.
Em outra frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente lei que estabelece reajuste de salários para servidores da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU).
Lula bloqueou trechos que previam escalonamento dos reajustes até 2029 e pagamentos que poderiam levar a remunerações superiores ao teto do funcionalismo público, informou o Planalto. Agora, o Congresso decidirá se mantém ou derruba os vetos.