Banco Pleno é do Master? Entenda a ligação entre as instituições

Banco Pleno, de Augusto Lima, teve origem no Banco Voiter, que já pertenceu ao conglomerado do Banco Master

18 fev 2026 - 13h41

O Banco Central (BC) decretou, na manhã desta quarta-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e a extensão do regime especial à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM), que integra o grupo.

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Segundo a autarquia, a medida foi motivada pelo "comprometimento da situação econômico-financeira da instituição", que inclui deterioração da liquidez, infringência às normas que disciplinam sua atividade e inobservância das determinações do BC.

A instituição era controlada por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Lima se tornou sócio do Master em 2019, quando o banco incorporou o Credcesta, empresa de crédito consignado adquirida por ele em uma privatização realizada na Bahia durante o governo de Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil.

Banco Pleno teve origem no Banco Voiter, que já pertenceu ao conglomerado do Banco Master.
Banco Pleno teve origem no Banco Voiter, que já pertenceu ao conglomerado do Banco Master.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Em maio de 2024, Lima se desligou de todas as funções executivas do Master e vendeu sua participação a Vorcaro, inicialmente com a intenção de montar uma operação própria.

Em junho do ano passado, em meio ao processo de incorporação do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), o banqueiro solicitou ao BC a autorização para assumir o controle societário do Banco Voiter, que fazia parte do conglomerado do Master desde 2024 e estava sendo desmembrado.

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Dois meses depois, o BC oficializou a transferência do controle societário do Voiter para Lima. A mudança de gestão foi acompanhada por uma troca de nome: sob o novo controle, o banco passou a se chamar Banco Pleno.

O objetivo do Pleno era atuar no segmento de crédito consignado. À época, o banco obteve aprovação para dois aumentos de capital, de R$ 80 milhões cada, promovidos por Lima, além de operações com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

No início das operações, a instituição contava com 140 convênios para oferta de crédito consignado em quase todos os Estados do País, atendendo a mais de 2,5 milhões de clientes. O banco também tinha quase 50 lojas próprias e call centers com cerca de 300 funcionários.

O FGC informou, em nota, que o Pleno tem uma base estimada de 160 mil clientes com depósitos de até R$ 250 mil, que somam aproximadamente R$ 4,9 bilhões. Como o Pleno já não fazia parte do conglomerado do Master, cada investidor poderá ser ressarcido em até R$ 250 mil em cada uma das instituições.

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