Dólar fecha estável em meio a fluxo de investimentos para o Brasil

19 fev 2026 - 17h13
(atualizado às 17h32)

O dólar fechou a quinta-feira perto ‌da estabilidade ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante as demais divisas, com alguns agentes citando o efeito do fluxo de entrada de recursos no país sobre as cotações.

O dólar à vista fechou a sessão com leve baixa de 0,04%, aos R$5,2282. No ano, a divisa agora acumula baixa de 4,75%.

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Às 17h15, o dólar ⁠futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,19% na B3, aos R$5,2390. O ‌volume era elevado, com mais de 314 mil contratos de dólar para março negociados.

A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o exterior, onde a moeda sustentou ganhos ante a ‌maior parte das demais divisas, com os investidores atentos aos ‌dados econômicos divulgados nos EUA e à mobilização de tropas norte-americanas ao redor ⁠do Irã.

O dólar exibiu ganhos em relação a divisas fortes como o euro, a libra e o iene, além de avançar ante moedas pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,20%, a 97,895.

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No Brasil, ‌o dólar se manteve próximo da estabilidade, chegando a registrar leves quedas em alguns momentos.

"O dólar ‌abriu em alta, acompanhando exterior, ⁠mas virou em função ⁠de fluxo para o Brasil. O exportador está vendendo o que havia represado durante o período de Carnaval", ⁠pontuou no início da tarde o diretor da ‌Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "E há também ‌fluxo para a bolsa."

Favorecido pelo fluxo, o Ibovespa sustentou ganho superior a 1% durante boa parte da sessão.

Um operador ouvido pela Reuters também citou o fluxo de entrada de recursos no país para justificar o desempenho mais fraco do dólar ante o ⁠real nesta quinta-feira.

Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial positivo de US$1,488 bilhão em fevereiro até dia 13. Somente na semana passada entraram líquidos no país US$1,783 bilhão, em meio aos relatos de investimentos estrangeiros para a bolsa.

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Mais cedo nesta quinta-feira, os agentes digeriram os dados do Índice ‌de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Considerado uma espécie de prévia para o Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br cedeu 0,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. A ⁠retração foi inferior à baixa de 0,5% projetada por economistas em pesquisa da Reuters.

"O IBC-Br mais resiliente reforçou a percepção de cortes mais graduais da Selic, preservando o diferencial de juros ainda elevado e favorecendo estratégias de carry trade", pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, mas o mercado espera que o Banco Central inicie o ciclo de cortes em março -- resta saber se com redução de 25 ou de 50 pontos-base.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

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No fim da manhã, o Banco Central vendeu 40.000 do total de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.

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