Dólar acelera alta com mercado ansioso antes de pesquisa Datafolha

15 out 2026 - 17h20
(atualizado às 17h29)
Resumo
O dólar fechou em alta de 1,17%, a R$ 5,0885, impulsionado pela cautela do mercado antes da divulgação da pesquisa Datafolha para o segundo turno presidencial. Investidores reagiram ao empate técnico entre Flávio Bolsonaro (46%) e Lula (44%) apontado pela Quaest, temendo uma aproximação do petista, enquanto o mercado vê no senador maiores chances de controle fiscal. O avanço da moeda americana no Brasil destoou do exterior, onde ela operou em queda frente a divisas fortes e emergentes.

O dólar ganhou força ‌ante o real na reta final desta quinta-feira e fechou a sessão com alta superior a 1%, em meio à preocupação de investidores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa ter se aproximado do senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa eleitoral do Datafolha.

O novo levantamento do Datafolha sobre as intenções de voto no ⁠segundo turno será divulgado no início da noite. Durante o dia, o dólar também ‌reagiu em alta à pesquisa Quaest mostrando empate técnico entre os dois candidatos na disputa presidencial.

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O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de 1,17%, a ‌R$5,0885, o maior valor de fechamento desde 2 ‌de outubro, dois dias antes do primeiro turno, quando era cotado a ⁠R$5,2173.

No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,30%.

Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,79% na B3, aos R$5,1040.

Pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira mostrou Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Como a margem de erro é de 2 ‌pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram ‌que votarão em branco, nulo ⁠ou que não ⁠votarão.

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O levantamento revelou também que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores e Lula por 53%.

Esse ⁠cenário de empate técnico trazido pela Quaest, ‌já identificado pela pesquisa BTG/Nexus ‌na terça-feira, voltou a impulsionar as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e o dólar ante o real nesta quinta-feira.

Isso porque no mercado boa parte dos agentes considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das ⁠contas públicas -- ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

Também na noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória ‌para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral.

Flávio, que não discursou sobre o assunto durante os debates no Senado, votou pelo fim da ⁠escala, em uma mudança de posição sobre a proposta. Na terça-feira, o senador defendeu que o governo pague uma compensação às empresas, mas não abordou os eventuais impactos fiscais disso.

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Na reta final da sessão, o dólar atingiu novos picos em meio à expectativa que antecede a divulgação da nova pesquisa Datafolha. Às 16h30 -- meia hora antes do fechamento -- o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,0991 (+1,38%), para depois fechar perto disso.

O avanço do dólar ante o real contrastou com o cenário visto no exterior, onde a moeda norte-americana sustentou perdas ante outras divisas fortes e ante boa parte das divisas de países emergentes.

Às 17h15, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,18%, a 102,030.

(Edição de Isabel Versiani)

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