A dívida pública federal do Brasil caiu 2,34% em março em relação ao mês anterior, a R$8,633 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, em mês marcado por uma elevação no custo de rolagem e emissão do endividamento do governo.
No período, a dívida pública mobiliária interna teve baixa de 2,46%, a R$8,302 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa avançou 0,61% e atingiu R$331,6 bilhões.
Contribuiu para a redução da dívida pública no mês passado um resgate líquido de títulos no valor de R$302,3 bilhões, valor apenas parcialmente neutralizado por uma incorporação de juros no valor de R$93,0 bilhões na dívida interna.
O Tesouro afirmou que a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio em março elevou a aversão ao risco nos mercados, enquanto a alta do petróleo "reforçou expectativa de manutenção de juros elevados nas principais economias", com os juros futuros apresentando elevação no Brasil.
De acordo com as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma alta no mês passado, indo de 11,90% ao ano em fevereiro para 12,20% ao ano.
O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna também subiu, passando de 13,76% ao ano em fevereiro para 13,92% no mês passado.
Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,00 anos em fevereiro para 4,10 anos em março.
A reserva de liquidez, colchão de recursos para gestão da dívida pública, passou de R$1,192 trilhão em fevereiro para R$885 bilhões em março, uma queda nominal de 25,7%. O valor é suficiente para quitar 5,69 meses de vencimentos de títulos, contra 6,41 registrados um mês antes.
Em relação a abril, o Tesouro afirmou que perspectivas de um acordo entre Estados Unidos e Irã reduziram a aversão ao risco, com recuperação de mercados emergentes e queda na curva de juros brasileira, apesar de um cenário de volatilidade elevada.