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Confiança de serviços no Brasil volta a subir em agosto, diz FGV

28 ago 2026 - 08h33
Resumo
A confiança do setor de serviços brasileiro subiu 1,2 ponto em agosto, chegando a 89,0 pontos e recuperando parte das perdas de julho, segundo a FGV. O resultado refletiu altas tanto na percepção do momento atual quanto nas expectativas futuras, favorecido pela queda da inflação e resiliência no emprego. Apesar da alta, o cenário para o segundo semestre exige cautela devido aos juros elevados, ao endividamento das famílias e aos riscos climáticos sobre a inflação.

A confiança ‌do setor de serviços do Brasil teve alta em agosto, recuperando parte da perda registrada no mês anterior, mostraram os dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No mês, o Índice de ⁠Confiança de Serviços (ICS) avançou 1,2 ponto, para 89,0 ‌pontos, depois de ter recuado 3,0 pontos em julho.

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"O movimento de alta não se ‌disseminou por completo entre os ‌segmentos e pode refletir, em parte, uma ⁠compensação após a forte queda de julho", explicou Stéfano Pacini, economista do IBRE.

A FGV informou que o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de ‌serviços, avançou 1,3 ponto, para 90,8 pontos.

Já o ‌Índice de Expectativas (IE-S), ⁠que reflete ⁠as perspectivas para os próximos meses, subiu 1,0 ponto, para ⁠87,3 pontos.

"No ‌cenário interno, o resultado ‌é favorecido pelo recuo recente da inflação e por um mercado de trabalho ainda resiliente. Ainda assim, os juros reais permanecem elevados ⁠e o endividamento das famílias segue como contrapeso, num quadro em que o avanço do El Niño ameaça pressionar novamente os preços de alimentos e energia", ‌disse Pacini. 

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"Com isso, um possível afrouxamento da política monetária pode demorar mais que o previsto, ⁠o que reforça a cautela quanto à trajetória do setor ao longo do segundo semestre", completou.

No início do mês, o BC cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual pela quarta reunião seguida, a 14,00% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto em meio a uma melhora no cenário corrente, argumentando que manterá "a restrição adequada" para assegurar a convergência da inflação à meta.

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