O IGP-M registrou queda de 0,22% em agosto, após recuo de 1,16% em julho, acumulando alta de 2,16% em 12 meses, segundo a FGV. O resultado refletiu a retração de 0,34% no atacado (IPA), onde a queda dos produtos industriais foi atenuada pela alta agropecuária (2,73%), e a deflação de 0,41% no consumidor (IPC), puxada por energia, alimentos e gasolina. Em contrapartida, os custos da construção civil (INCC) aceleraram para 0,85% no período.
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 0,22% em agosto, depois de ter registrado queda de 1,16% no mês anterior, com alta nos produtos agropecuários e nos custos da construção, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de recuo de 0,25%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 2,16%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 0,34% em agosto, depois de queda de 1,74% no mês anterior.
"No IPA, a baixa dos produtos industriais foi parcialmente compensada pela alta dos produtos agropecuários, cuja taxa passou de -0,20% para 2,73%", explicou André Braz, economista do FGV IBRE.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, teve queda de 0,41% em agosto, depois de variação negativa de 0,01% em julho, sob influência da deflação de energia elétrica, tomate, batata-inglesa, passagem aérea e gasolina.
Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou a alta no período, a 0,85%, de 0,62% em julho.
O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.