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Como as empresas brasileiras estão adotando a IA, segundo a EY

Executivo da consultoria indica que o retorno financeiro do investimento em inteligência artificial depende de um plano de negócios adequado e da qualidade dos dados das organizações

7 ago 2026 - 14h42

Para José Ronaldo Rocha, sócio de tecnologia, mídia & entretenimento e telecomunicações da EY para América Latina, a adoção da inteligência artificial (IA) pelas empresas brasileiras ainda esbarra em três desafios principais: pessoas, investimento e governança. Segundo ele, o primeiro obstáculo é a falta de profissionais capazes de conectar tecnologia e estratégia de negócios.

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"O primeiro desafio é ter pessoas capacitadas que consigam trabalhar no negócio, que entendam de tecnologia e implementem de forma plena a solução. O segundo é o dinheiro curto", afirma Rocha, em entrevista ao Estadão durante o Rio Innovation Week.

Na avaliação do executivo, os investimentos em IA disputam espaço com outras iniciativas de inovação dentro das empresas e, por isso, precisam estar sustentados por um plano de negócios consistente.

"Esse dinheiro precisa ser muito bem estruturado por meio de um business case que mostre o valor agregado e que esse benefício seja mensurável", explica.

O terceiro desafio apontado no uso de IA nas organizações brasileiras envolve a confiança na tecnologia. Para Rocha, as empresas precisam compreender como os modelos de IA chegam às suas conclusões e garantir que seu uso não crie problemas de segurança, compliance ou conformidade regulatória.

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Investimentos em IA disputam espaço com outras iniciativas de inovação dentro das empresas
Investimentos em IA disputam espaço com outras iniciativas de inovação dentro das empresas
Foto: Lucas Agrela/Estadão / Estadão

Para ter retorno do investimento em IA, o executivo indica que é necessário ter uma estrutura capaz de sustentá-la. Ou seja, uma base sólida de dados, processos organizados, governança e equipes preparadas para trabalhar com a tecnologia. Sem esses elementos, o potencial da IA fica comprometido. "É como colocar canhão dentro de uma operação que não tem munição", compara. "A IA precisa de uma estrutura: governança, dados e pessoas. Com pessoas no centro, sempre."

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