Dois requerimentos de informação sobre o Banco Master foram abertos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pela Comissão de Servidores Públicos. Os pedidos, apresentados pelo deputado Flávio Serafini, presidente da comissão, são voltados à RioPrevidência e à Secretaria de Transformação Digital do Estado do Rio de Janeiro.
No primeiro, a solicitação é para que o atual presidente da RioPrevidência, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, seja notificado a enviar as íntegras de todos os contratos firmados entre a autarquia e a corretora Planner, que teve Maurício Quadrado como sócio até 2020 — ele se associou a Daniel Vorcaro no Banco Master e posteriormente deixou o banco.
A medida busca esclarecer os termos e condições dos aportes que somam R$ 970 milhões. O fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro foi o que mais investiu em títulos do Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar créditos podres, sem qualquer garantia do FGC, o que poderia gerar prejuízos aos servidores.
Já o segundo requerimento é direcionado ao secretário de Transformação Digital do Estado do Rio de Janeiro, Feu Braga. O deputado do PSOL pediu informações sobre a quantidade de processos sobre o caso que, desde janeiro de 2025, foram retirados da pesquisa pública do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e colocados em sigilo absoluto.
A intenção é entender a extensão e os critérios utilizados para a retirada desses processos do sistema público. Além disso, Serafini exige a lista com os números dos processos sigilosos e os motivos que justificaram sua exclusão do SEI.