Para combater a desaceleração econômica, a China adotará novas medidas fiscais voltadas ao consumo das famílias e à demanda interna. O vice-ministro das Finanças, Liao Min, anunciou que o governo prepara ações para o segundo semestre com maior coordenação entre políticas fiscal, monetária e industrial. As iniciativas incluem subsídios de juros para pequenas empresas e consumidores e a aceleração de gastos em infraestrutura já orçados, em vez de grandes pacotes inéditos de estímulo.
A China adotará medidas adicionais de política fiscal em resposta à evolução da economia, afirmou nesta sexta-feira o vice-ministro das Finanças, Liao Min, em um momento em que o crescimento da segunda maior economia do mundo apresenta desaceleração.
A China manterá a continuidade e a estabilidade das políticas macroeconômicas e planejará e alocará recursos fiscais em um horizonte de longo prazo, disse Liao em uma coletiva de imprensa.
Uma parcela maior dos gastos fiscais será direcionada às famílias e ao consumo, disse Liao, à medida que as autoridades buscam fortalecer a demanda interna.
A China também intensificará a coordenação entre as políticas fiscal, monetária e industrial e aperfeiçoará seu conjunto de ferramentas à medida que as condições econômicas evoluírem, disse Liao.
Ele disse que as autoridades estão preparando novas medidas de apoio fiscal e financeiro para o segundo semestre deste ano, ao mesmo tempo em que trabalham com o banco central e os órgãos reguladores para melhorar a coordenação das políticas econômicas. Ele não forneceu detalhes.
A China ampliou os subsídios aos juros de empréstimos para pequenas empresas privadas e consumidores, informou o Ministério das Finanças nesta sexta-feira, como parte dos esforços de Pequim para estimular a demanda doméstica.
Os líderes da China se comprometeram, na reunião do Politburo de julho, a apoiar a economia acelerando os gastos fiscais em projetos de infraestrutura já orçados para o restante do ano, em vez de planejar novas medidas de estímulo de grande porte.