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Durigan diz que enfoque em eventual novo mandato de Lula será fim da 6 x 1 e redução de juros

21 ago 2026 - 08h58
(atualizado às 09h24)
Resumo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o fim da escala 6x1 e a redução dos juros abusivos serão prioridades em um eventual novo mandato de Lula. Durigan defendeu a responsabilidade fiscal do governo, atribuindo a Selic alta ao cenário de guerras internacionais e à inflação global. Ele também rejeitou a existência de crise da dívida e defendeu uma tributação elevada para as plataformas de apostas online, com tratamento fiscal semelhante ao da indústria do tabaco.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ‌nesta sexta-feira que o enfoque nos próximos anos em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o fim da escala 6 x 1 e a redução dos juros.

Em entrevista à Rádio Metrópoles da Bahia, Durigan disse ainda ⁠que é preciso enfrentar os juros altos e que nenhuma medida ‌foi aprovada sem responsabilidade fiscal no governo Lula.

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"Nós estamos longe de ter crise fiscal, crise de dívida, não tem isso. ‌Os juros altos trazem um empecilho para ‌as pessoas. Antes de falar do Estado, das empresas, ⁠a gente precisa falar para as pessoas, as pessoas sentem isso", disse o ministro na entrevista.

"Os juros do cartão de crédito são absurdos, são abusivos, nós temos que lidar com esse tema. Os juros que as pessoas pagam no crediário, muitas vezes para ‌as fintechs, é um juro que tem que ser tratado, e ‌esse deve ser, junto ⁠com o fim ⁠da escala 6 x 1, o nosso enfoque para os próximos anos ⁠no Brasil", completou.

Durigan rejeitou as ‌acusações de falta de ‌responsabilidade fiscal do governo Lula, e apontou que o "déficit estrutural" do país vem caindo e está "próximo de zero". Ele apontou ainda que os impactos econômicos das guerras que acontecem ao redor ⁠do mundo também desempenham um papel no patamar elevado da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14% ao ano.

"Quando o Banco Central brasileiro diz que está preocupado com preço e com inflação, não é só ‌com a condição fiscal do país, é com guerra no mundo. Não é só o Banco Central brasileiro, os bancos centrais ⁠do mundo todo olham para a guerra, veem um impacto de preço e de oferta e falam 'opa, vou precisar aumentar juros para a inflação não sair do controle'", disse.

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"Então não é o governo brasileiro que gasta, é a guerra feita pelos Estados Unidos no Irã, apoiada pelo bolsonarismo, que está trazendo aumento de preços para o país." 

O ministro disse também ser pessoalmente contra as plataformas de apostas online e defendeu que o setor receba o mesmo tratamento tributário que a indústria de cigarros, com elevada carga tributária incidente sobre o setor.

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