China planeja novas medidas para estimular consumo nos próximos cinco anos

20 jan 2026 - 07h49

A China planeja adotar novas medidas de 2026 a 2030 para estimular o consumo doméstico e lidar com desequilíbrios "proeminentes" na oferta e na demanda, com o setor de serviços se tornando um foco ‌principal, disse uma autoridade de planejamento estatal nesta terça-feira.

Os líderes chineses se comprometeram a aumentar "significativamente" a ‌participação do consumo das famílias na economia nos próximos cinco anos, mas analistas dizem que a tarefa será um desafio sem reformas estruturais e estímulos do lado da demanda.

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"A questão de ter uma oferta forte, mas uma demanda fraca, na operação econômica atual é, de fato, um ‍problema proeminente", disse Wang Changlin, vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma em uma coletiva de imprensa.

A economia da China cresceu 5% no ano passado, atingindo a meta do governo, uma vez que o aumento das exportações chinesas compensou a fraqueza do ‌consumo interno, um equilíbrio que deverá ser difícil de replicar.

A produção ‌industrial aumentou 5,9% em 2025, superando o crescimento de 3,7% nas vendas no varejo, ressaltando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Em outro evento nesta terça-feira, o vice-ministro das Finanças, Liao Min, disse que o país direcionará mais fundos para aumentar o consumo e melhorar os meios de subsistência das pessoas este ano, sem detalhar o tamanho da alocação.

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Mais cedo no dia, o ministério anunciou uma extensão dos subsídios para consumidores, empresas de serviços ao consumidor e empresas que precisam de atualizações de equipamentos até o final de 2026 para reavivar a demanda doméstica.

A prorrogação visa "estimular ainda mais o consumo e expandir a demanda interna, continuar a reduzir o custo do crédito pessoal ao consumidor e aumentar a disposição dos residentes para gastar", disse o ministério.

Separadamente, o ministério revelou subsídios por até dois anos para empréstimos emitidos para pequenas e médias empresas privadas a partir deste ano. Também introduziu um plano de garantia totalizando 500 bilhões de iuanes (US$71,83 bilhões) em dois anos para investimentos privados.

As autoridades afirmam que os ‌serviços, incluindo assistência a idosos, saúde e lazer, oferecem um espaço substancial para crescimento.

"O setor de serviços agora se tornou o foco principal dos esforços para expandir a demanda interna", disse Zhou Chen, autoridade da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

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