Intervenção agressiva do Tesouro visa solução rápida para mercado e governo sempre garantirá liquidez, diz fonte

17 mar 2026 - 17h17

Os agressivos leilões extraordinários de ‌compra e venda de títulos públicos que o governo colocou em marcha nesta semana visam dar resposta rápida ao mercado, mostrando que não há motivo para estresse em momentos de volatilidade "e que sempre haverá porta de saída" e garantia de liquidez, disse ⁠uma fonte do Ministério da Fazenda a par das operações.

Observando distorções ‌nos juros futuros em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio, o Tesouro Nacional cancelou nesta semana leilões tradicionais de ‌venda de títulos indexados à inflação (NTN-B) ‌e prefixados (LTN e NTN-F), e anunciou leilões de compra e ⁠venda de papéis para "oferecer suporte ao mercado de títulos públicos assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos".

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Ao entrar no mercado recomprando títulos, o Tesouro busca reduzir a pressão de alta sobre as taxas futuras de juros, impactadas pelo conflito militar no ‌Irã, com receios no mercado de que a alta na cotação ‌do petróleo impactará ⁠a inflação no ⁠Brasil, reduzindo o tamanho do esperado ciclo de cortes da Selic pelo Banco ⁠Central.

De acordo com essa fonte, ‌o Tesouro optou por ‌entrar com operações em volumes expressivos -- e maiores do que em outros momentos também críticos -- para tentar resolver o problema na partida, já iniciar de forma mais agressiva e solucionar "de ⁠uma vez", ao invés de ir aos poucos com volumes menores.

"Está funcionando. Mostramos que estamos atentos, agindo rápido e com força. Isso ajudou demais o mercado", disse.

No total, o volume de títulos recomprados ficou em cerca ‌de R$27 bilhões em dois leilões na segunda-feira e em mais R$9,05 bilhões em dois certames feitos nesta terça. O Tesouro ⁠também fez uma operação extraordinária de venda de NTN-Bs no valor de R$650,1 milhões na segunda-feira e outra de venda do mesmo título no valor de R$1,052 bilhão nesta terça.

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Na avaliação da fonte, as operações foram muito bem-sucedidas, refletindo em uma melhora na curva de juros, com resposta positiva de agentes do mercado.

Os juros futuros do país fecharam a segunda-feira em baixa firme após as duas intervenções pelo Tesouro. Nesta terça-feira, apesar dos dois novos leilões, especulações sobre uma possível greve de caminhoneiros impactaram a curva de juros e dificultaram a avaliação dos dados.

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