Caso Master eleva incertezas e afeta o humor do investidor estrangeiro

Possível ingerência do Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu alerta no mercado

8 jan 2026 - 10h15
Resumo
No campo político brasileiro, cresce a atenção sobre o caso Banco Master, que gerou embate entre o TCU e o Banco Central e aumentou a preocupação de investidores estrangeiros, que já retiraram R$ 1,1 bilhão da Bolsa em 2026.
Banco Master
Banco Master
Foto: Maria Isabel Oliveira

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quarta-feira (7) em queda de 1,03%, aos 161.975 pontos, após ter registrado na véspera um dos maiores fechamentos da história da B3. 

O principal fator veio dos Estados Unidos. O relatório ADP mostrou desaceleração na criação de empregos no setor privado, aumentando a expectativa em torno do payroll, que será divulgado na sexta-feira (9) e pode influenciar as apostas para os juros americanos.

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No câmbio, o dólar subiu 0,13%, cotado a R$ 5,39, interrompendo quatro quedas seguidas, em um ajuste técnico diante do aumento das incertezas.

No cenário internacional, também pesaram tensões geopolíticas envolvendo os EUA e a Venezuela, além de sinais de aumento da oferta de petróleo. Isso limitou o desempenho de ações do setor de energia.

Nesta quinta-feira (8) no mercado de commodities, o petróleo se recupera, apoiado pela queda maior que a esperada nos estoques dos EUA (-3,8 milhões de barris), mas os ganhos são limitados pelo temor de excesso de oferta. O Brent subiu 1%, a US$ 60,56, e o WTI avançou 1,05%, a US$ 56,58. Já o minério de ferro caiu, com baixa de 0,37% em Dalian, a US$ 116,19 por tonelada.

Os mercados globais operam em compasso de espera antes do payroll. Nos EUA, os pedidos semanais de auxílio-desemprego ganham destaque, enquanto cresce a aposta de que o Fed possa começar a cortar juros em abril, caso os dados confirmem desaceleração da economia.

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No Brasil, o mercado acompanha a divulgação da produção industrial de novembro, com expectativa de desempenho fraco, o que reforça a percepção de desaceleração da economia e pode abrir espaço para cortes da Selic já em março. 

No campo político, cresce a atenção sobre o caso Banco Master, que gerou embate entre o TCU e o Banco Central e aumentou a preocupação de investidores estrangeiros, que já retiraram R$ 1,1 bilhão da Bolsa em 2026.

Segundo reportagem do Broadcast, bancos globais e investidores internacionais intensificaram contatos com interlocutores no Brasil, preocupados com o risco de que uma eventual ingerência do TCU comprometa a autonomia do Banco Central. 

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