Brava compra ativos da Petronas por US$450 mi e avalia novas operações

16 jan 2026 - 08h12
(atualizado às 08h29)

A Brava Energia assinou acordo para comprar participação de 50% da malaia Petronas no campo de Tartaruga Verde e no Módulo III do campo de Espadarte, ambos na Bacia de Campos, por US$450 milhões, informou a companhia ‌nesta sexta-feira, dias após ter anunciado a troca de seu presidente executivo.

Em comunicado, a petroleira brasileira disse que a aquisição ‌reforça o compromisso da empresa com a diversificação de seu portfólio e retorno aos acionistas e que continuará avaliando outras oportunidades.

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Na segunda-feira, a Brava havia informado que Décio Oddone havia apresentado renúncia ao seu cargo de presidente da companhia, que passaria a ser comandada por Richard Kovacs, a partir de 1º de fevereiro. Kovacs presidia antes o conselho ‍de administração da Brava.

"A transação está alinhada à estratégia de revisão contínua do portfólio da Brava e ao compromisso em buscar retorno ajustado a riscos, diversificação de ativos e eficiência na alocação de capital", disse Kovacs no comunicado desta sexta-feira.

"A companhia continuará avaliando oportunidades estratégicas de revisão de portfólio, mantendo o compromisso ‌de gerar valor aos acionistas", acrescentou.

Conforme o acordo com a Petronas, US$50 milhões deverão ‌ser pagos na data de assinatura do contrato e outros US$350 milhões no fechamento da transação, sujeitos a ajustes relacionados à data efetiva da transação (1º de julho de 2025), informou a Brava. Outras duas parcelas futuras, no valor de US$25 milhões cada, estão previstas para serem pagas em 12 e 24 meses após o fechamento, respectivamente.

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Considerando 100% dos ativos, o campo de Tartaruga Verde e o Módulo III do campo de Espadarte registraram em 2025 produção média total de aproximadamente 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia, composta majoritariamente por óleo, disse a Brava.

A operação é realizada por meio do navio plataforma FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, que conta com 14 poços produtores, sendo 11 em Tartaruga Verde e três em Espadarte. As concessões têm vigência garantida até 2039.

A Petrobras é a operadora dos ativos, com os demais 50% de participação.

A Brava prevê que a conclusão da transação ocorra ainda em 2026, após o cumprimento de condições precedentes usuais, como a obtenção das aprovações do órgão antitruste Cade e da reguladora do setor de petróleo ANP.

Em dezembro, o diretor financeiro da petroleira brasileira, Luiz Carvalho, afirmou em café da manhã com jornalistas que a companhia tem sido muito procurada por agentes de mercado interessados ‌em avaliar possíveis operações de fusões e aquisições e que estava atenta a eventuais oportunidades de negócios.

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Carvalho, que assumiu a posição em novembro, disse ainda na ocasião que o mercado das petroleiras menores no Brasil é "muito mais vibrante" do que quando havia uma maior predominância maior da Petrobras, permitindo que haja muitas conversas sobre potenciais oportunidades de negócios.

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