Número de pessoas sem trabalho no Brasil sobe e taxa de desemprego fica em 5,8% no trimestre até abril

28 mai 2026 - 09h06
(atualizado às 09h50)

O Brasil registrou um aumento sazonal no número de pessoas sem trabalho nos três meses até março e a taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no período, ligeiramente abaixo do esperado.

Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ⁠queda ante a taxa de 6,1% dos três meses até março, mas ‌alta na comparação com o trimestre imediatamente anterior, até janeiro, quando foi de 5,4%.

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No mesmo período do ano anterior a taxa de ‌desemprego havia sido de 6,6%. A expectativa ‌em pesquisa da Reuters era de uma leitura de 5,9%.

"O aumento ⁠da desocupação nesse trimestre móvel (ante o trimestre imediatamente anterior) decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores", disse a coordenadora da pesquisa no IBGE, Adriana Beringuy.

O mercado de ‌trabalho segue resiliente no Brasil mesmo com o aumento recente da taxa ‌de desemprego, que permanece ⁠em nível baixo ⁠para os padrões nacionais. Um aumento gradual é esperado neste ano, acompanhando a ⁠perda de força projetada da economia.

Por ‌outro lado, o fortalecimento ‌da renda ajuda a sustentar a demanda das famílias e causa preocupações com a inflação, já pressionada pelos efeitos da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou os preços ⁠do petróleo globalmente.

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Nos três meses até abril, houve alta de 8,0% no total de desempregados na comparação com o trimestre até janeiro, chegando a 6,322 milhões. Mas esse contingente mostrou queda de 11,3% ante o mesmo período de 2025.

Já o ‌total de ocupados caiu 0,3% na comparação com os três meses imediatamente anteriores, a 102,333 milhões, o que marcou ainda alta de 1,1% ⁠ante o mesmo período do ano anterior.

"Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível de ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica", disse Beringuy. "Isso indica que, mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada".

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado registraram queda de 0,2% no trimestre até abril sobre os três meses imediatamente anteriores, enquanto os que não tinham carteira tiveram queda de 1,1%.

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O rendimento real de todos os trabalhos permaneceu em patamar recorde, a R$3.732, um aumento de 0,3% sobre o trimestre até janeiro e de 5,3% na comparação anual.

(Edição de Isabel Versiani)

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