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Brasil abre 72.960 vagas formais de trabalho em maio, menor saldo para o mês desde 2020

30 jun 2026 - 14h17
(atualizado às 15h13)

O Brasil abriu 72.960 vagas ‌formais de emprego em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), saldo que veio abaixo do esperado por economistas e foi o mais fraco para o mês desde 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 afetou fortemente o mercado de trabalho.

O resultado do mês passado, divulgado nesta terça-feira ⁠pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foi fruto de 2.207.303 admissões e 2.134.343 ‌desligamentos e ficou abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 115.000 vagas.

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Em maio de 2025, foram criados 153.108 ‌postos de trabalho. No mesmo mês de 2020, ‌houve fechamento de 398.230 vagas.

No acumulado do ano até maio, o saldo ⁠é positivo em 767.326 vagas, também o mais baixo desde 2020, ano em que se inicia a série histórica do Novo Caged, período que registrou fechamento de 1.345.103 postos de trabalho. Nos primeiros cinco meses de 2025, o saldo foi positivo em 1.067.108 postos.

Todos os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos ‌positivos de vagas no mês passado. O setor de serviços, como de costume, ‌liderou a abertura, com 45.655 ⁠postos, seguido pelo ⁠setor de construção, com 12.096. Em último lugar, depois dos setores agropecuário (+10.205) e industrial (+4.974), respectivamente, ⁠ficou o setor de comércio com ‌abertura de 40 vagas.

O ministro ‌do Trabalho, Luiz Marinho, voltou a citar a política monetária do Banco Central como um dos fatores que tem provocado a desaceleração do mercado de trabalho, citando também o cenário externo.

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"Acho que essa política monetária do ⁠jeito que está ela vem gerando um efeito muito negativo no mercado de trabalho, que poderia estar mais positivo ainda. Mas não podemos esquecer do efeito guerra. Acho que tem um efeito grande também das tarifas", disse na coletiva de imprensa de divulgação dos dados.

"Felizmente ‌nós estamos conseguindo manter a economia positiva, mas é um ritmo que poderia ser muito superior ao ritmo que estamos rodando."

O economista sênior do Inter, ⁠André Valério, destacou que os dados de criação de vagas acumulados em 12 meses estão no menor nível desde 2021, ano em que os efeitos da pandemia de Covid-19 ainda eram notáveis, e que os resultados devem fortalecer a continuidade de calibração da Selic pelo Banco Central.

"Esperamos a continuidade desse processo de moderação no restante do ano, com a taxa de desocupação encerrando 2026 em 5,7%", disse em nota. "Esperamos que o Copom corte em agosto e em todas as reuniões restantes do ano, levando a Selic a 13,25% até o fim de 2026."

Neste mês, o Copom cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto.

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