O Brasil abriu 165.827 vagas formais de trabalho em agosto, superando as expectativas do mercado e atingindo o melhor resultado em cinco meses, segundo o Caged. Todos os setores registraram saldo positivo, com destaque para serviços (110.346 postos) e construção (20.848). No acumulado do ano, foram criadas 1.134.033 vagas, somando um estoque total de 48,2 milhões de empregos com carteira assinada. Paralelamente, o IBGE apontou que o desemprego caiu para 5,3%, a menor taxa da série histórica para o período.
O Brasil abriu 165.827 vagas formais de trabalho em agosto, melhor desempenho em cinco meses, mostraram dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado do mês passado foi fruto de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos e ficou acima da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 97.826 vagas.
O saldo de agosto foi o maior desde março, quando houve abertura líquida de 228.133 vagas, e também ficou acima do número de agosto do ano passado, com 154.683 postos.
No acumulado do ano até agosto, foram abertas 1.134.033 vagas, o resultado mais baixo para o período desde 2020, marcado pela pandemia da Covid-19, quando houve fechamento de 1.075.273 postos.
Os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas em agosto. O setor de serviços, como de costume, liderou a abertura de vagas, com 110.346 postos, seguido por construção (20.848 postos), indústria (16.613 postos), comércio (16.565) e agropecuária (1.452 postos).
No total, o estoque de empregos com carteira assinada no Brasil totalizou 48.244.696 em agosto.
Dados do IBGE mostraram mais cedo nesta terça-feira que a taxa de desemprego no país ficou em 5,3% nos três meses até agosto, menor nível para o período da série, iniciada em 2012.