O Banco do Japão deve aumentar a taxa de juros já em setembro e está considerando altas mais agressivas a partir de então, em comparação com o ritmo atual de aproximadamente duas vezes por ano, afirmaram três fontes a par da situação.
Tal medida refletiria a crescente preocupação do banco central com as pressões sobre os preços decorrentes do conflito no Oriente Médio, da forte demanda global por inteligência artificial e da tendência de desvalorização do iene, que persiste apesar da rara intervenção conjunta entre o Japão e os EUA no mês passado.
"Uma alta de juros inicial está à vista", disse uma das fontes, sinalizando uma forte possibilidade de que o Banco do Japão aumente os juros em sua próxima reunião de política monetária, nos dias 17 e 18 de setembro.
"O Banco do Japão também pode acelerar o ritmo dos aumentos", disse a fonte, opinião compartilhada por outra.
O rendimento dos títulos do governo japonês (JGB) de dois anos, que é o mais sensível às perspectivas da política monetária, se recuperou depois que a Reuters divulgou inicialmente as deliberações do banco central, enquanto a taxa de cinco anos atingiu um recorde histórico.
Desde que encerrou em 2024 um forte programa de estímulo, que durou uma década, o banco central japonês tem aumentado a taxa de juros a um ritmo de aproximadamente duas vezes por ano, inclusive em junho, quando a elevou para 1%, o maior nível em 31 anos.
Embora o Banco do Japão tenha deixado a política monetária inalterada no mês passado, ele enviou o sinal mais forte até o momento sobre a possibilidade de um aumento ao alertar que as crescentes pressões sobre os preços podem empurrar a inflação subjacente para acima de sua meta de 2%.
Um resumo das opiniões na reunião de julho mostrou que alguns membros da diretoria defendiam um ritmo mais acelerado de aumentos dos juros para evitar ficar atrás da curva em relação à inflação.