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Brasil parte para reciprocidade contra os EUA após tarifaço

Processo teve início nesta quinta-feira (13) e busca reduzir os impactos das medidas

14 ago 2026 - 10h26
(atualizado às 10h27)
Resumo
O governo do Brasil afirmou que continuará trabalhando para reduzir os impactos do tarifaço e pretende combinar a defesa do multilateralismo e da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) com a diversificação das parcerias comerciais e a busca por novos mercados. 
Donald Trump (esquerda) e Lula (direita) em reunião na Malásia
Donald Trump (esquerda) e Lula (direita) em reunião na Malásia
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Os mercados encerram a semana sem direção única, e em meio à resposta do governo brasileiro ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Brasília informou na noite de quinta-feira (13) que deu início ao processo de reciprocidade contra Washington e que notificará oficialmente o governo americano. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o Ministério das Relações Exteriores comunicará os Estados Unidos sobre o início do procedimento e solicitará a abertura de consultas diplomáticas.

O governo afirmou que continuará trabalhando para reduzir os impactos do tarifaço e pretende combinar a defesa do multilateralismo e da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) com a diversificação das parcerias comerciais e a busca por novos mercados. 

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No cenário global, o aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã e a crescente preocupação com os efeitos do impasse sobre o petróleo e o comércio global seguem no radar. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, elevou o tom contra Teerã ao afirmar que Washington prepara medidas econômicas de alcance “nunca visto”, enquanto o Pentágono indicou que o bloqueio naval aos portos iranianos poderá ser mantido “indefinidamente”. 

Em entrevista na quinta-feira ao canal conservador Newsmax, Bessent afirmou que os Estados Unidos pretendem combinar medidas de isolamento econômico em uma escala sem precedentes. Segundo ele, a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz impediria a entrada e a saída de produtos dos portos iranianos. 

A pressão de Washington ganhou novo contorno após o presidente Donald Trump afirmar que poderá impor tarifas de 25% aos países que comprarem bens ou serviços do Irã. A ameaça coloca a China, principal parceira comercial de Teerã, entre os países potencialmente afetados.

O aumento da tensão se reflete no mercado de petróleo. Os contratos futuros operam mistos nesta sexta-feira (14), após recuperarem parte das perdas da sessão anterior, enquanto os investidores acompanham o impasse sobre a reabertura do estreito e a escalada das ameaças americanas ao Irã. O Brent para outubro recua 0,15%, a US$ 86,94 por barril, enquanto o WTI para setembro avança 0,32%, a US$ 81,51.

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No mercado acionário, os futuros de Nova York oscilam próximos da estabilidade, mas mantêm as bolsas americanas no caminho para a terceira semana consecutiva de ganhos, sustentadas pela recuperação das ações ligadas à inteligência artificial e pela desaceleração da inflação nos Estados Unidos, que reduziu as apostas de uma alta dos juros pelo Fed em setembro. 

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