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Vendas no varejo dos EUA têm queda inesperada em julho

14 ago 2026 - 09h57
(atualizado às 10h45)

As vendas no varejo ‌dos Estados Unidos caíram inesperadamente em julho após fortes ganhos recentes impulsionados por grandes restituições de impostos, mas os gastos dos consumidores devem continuar sendo sustentados pelo aumento da riqueza proveniente do mercado de ações, mesmo com as ⁠famílias se mostrando cada vez mais sensíveis aos preços ‌mais altos.

As vendas no varejo caíram 0,6% no mês passado, após um aumento não revisado de 0,2% em ‌junho, informou nesta sexta-feira o Census ‌Bureau do Departamento de Comércio.

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Economistas consultados pela Reuters ⁠previam que as vendas varejistas — que consistem principalmente em bens e não são ajustadas pela inflação — registrariam aumento de 0,1%. As estimativas variavam entre queda de 0,5% e alta de 0,7%.

As restituições de impostos deste ano ajudaram ‌a amenizar o impacto dos preços mais altos da gasolina ‌devido ao conflito ⁠no Oriente ⁠Médio, resultando em gastos robustos dos consumidores no segundo trimestre. Essas restituições ⁠já se esgotaram, ‌afirmaram os economistas.

A queda ‌nas vendas no varejo no mês passado também foi consequência da antecipação do evento Prime Day da Amazon de julho para junho, com outros varejistas oferecendo ⁠promoções concorrentes. Os preços da gasolina também caíram no mês passado, pesando sobre a receita dos postos de combustível. As montadoras relataram queda nas vendas de unidades.

Com a alta do mercado ‌de ações impulsionando a riqueza das famílias, os economistas acreditam que a fraqueza nas vendas no varejo será ⁠temporária.

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As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação caíram 0,4% no mês passado, após alta de 0,4% em junho em dado revisado para baixo. Economistas previam alta de 0,3% dessa medida, que corresponde mais de perto ao componente de gastos do consumidor no Produto Interno Bruto.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da economia, aumentaram a uma taxa anualizada de 3,2% no segundo trimestre. A economia cresceu a um ritmo de 1,5% no último trimestre.

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