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Bancos esperam deterioração da inadimplência no terceiro trimestre apesar do Desenrola

20 ago 2026 - 16h03
Resumo
Segundo pesquisa do Banco Central com 70 instituições financeiras, os bancos preveem que a inadimplência continuará a se deteriorar no terceiro trimestre, embora em ritmo menor. Mesmo com o início do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas, as instituições projetam maior restrição na oferta de crédito para pessoas físicas e empresas, motivadas pela menor tolerância ao risco e pela política de juros restritivos adotada no país.

A inadimplência ‌deve seguir em processo de deterioração no terceiro trimestre deste ano, ainda que em menor intensidade que o observado no segundo trimestre, avaliaram instituições financeiras ⁠em operação no Brasil, conforme pesquisa divulgada ‌nesta quinta-feira pelo Banco Central.

A falta de otimismo, apresentada em pesquisa ‌com 70 instituições financeiras ‌ouvidas de 13 a 31 ⁠de julho, é demonstrada apesar da implementação pelo governo federal da nova etapa do programa Desenrola, que busca reduzir o endividamento e a inadimplência por ‌meio de renegociações favorecidas de dívidas.

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No segundo ‌trimestre, os ⁠bancos apontaram ⁠que a inadimplência seguiu figurando entre os principais ⁠fatores ‌restritivos da oferta de ‌crédito no país.

No segmento de crédito da pessoa física para consumo, houve uma maior restrição da oferta ⁠no segundo trimestre. Os bancos previram uma restrição ainda maior no terceiro trimestre por conta de menor tolerância a risco e ‌outros fatores, "ainda que condições favoráveis do mercado de trabalho possam contribuir para ⁠suavizar esse efeito".

A nova etapa do Desenrola está aberta para renegociações de dívidas até o dia 31 de agosto.

Em meio a uma política restritiva de juros colocada em prática pelo BC para conter a inflação, os bancos também apontaram aperto na oferta de crédito para empresas, cenário que deve permanecer no terceiro trimestre.

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