O Santander reafirmou nesta sexta-feira suas metas financeiras para 2026-2028, apesar da incerteza econômica global, citando seu modelo de negócios diversificado após um forte início em 2026.
O maior banco da zona do euro em valor de mercado disse que também estava no caminho para atingir suas metas para 2026, já que as tendências positivas dos anos anteriores continuaram no primeiro trimestre, apoiadas pelo crescimento dos clientes e pelo aumento das receitas. Espera-se que os custos diminuam em relação ao ano anterior, em euros a preços constantes.
A presidente executiva Ana Botín afirmou em um comunicado, como parte do discurso que deve proferir na assembleia de acionistas do banco na sexta-feira, que a presença equilibrada do banco em diferentes países mitigaria "significativamente" o risco, reduzindo a volatilidade em um ambiente global que se tornava cada vez mais complexo.
"O mundo agora enfrenta o cenário de inflação mais alta e crescimento mais baixo, ameaças que se tornam mais prováveis a cada dia que passa. Sua gravidade dependerá da duração do conflito (no Golfo) e de seu impacto sobre o fornecimento global de energia", disse Botín no comunicado.
Em fevereiro, o Santander disse que tinha como meta lucros maiores para 2026, em comparação com o recorde de 14,1 bilhões de euros (US$16,24 bilhões) em 2025. No mês passado, o Santander elevou sua meta de lucro em mais de 40%, para mais de 20 bilhões de euros em 2028, em comparação com 2025, apoiado pelos benefícios das aquisições do credor norte-americano Webster e do britânico TSB.
O Santander disse que melhorou os ganhos de eficiência em cerca de 250 pontos-base no primeiro trimestre, beneficiando-se de sua transformação de TI.
As ações do Santander caíam 1%.
Na reunião, os acionistas do Santander votarão sobre a emissão de mais de 334,8 milhões de novas ações para ajudar a financiar o acordo com a Webster, que é 65% financiado em dinheiro e 35% em novas ações.
Com base no preço de fechamento das ações do Santander na quinta-feira, a Webster está avaliada em cerca de US$11,6 bilhões, dos quais US$3,63 bilhões seriam pagos em novas ações.
Espera-se também que Botín diga que a inteligência artificial ajudará a gerar mais de 1 bilhão de euros em economias e receitas até 2028.