O Banco Central Europeu (BCE) ainda tem uma chance de olhar para além do atual choque inflacionário e a avaliação calma deve prevalecer sobre a pressa, disse o presidente do banco central da Finlândia, Olli Rehn, nesta quinta-feira.
A inflação da zona do euro subiu bem acima da meta de 2% do BCE no mês passado, com o aumento dos preços do petróleo, levando os formuladores de política monetária a debater se devem aumentar as taxas de juros para evitar que o choque desencadeie uma espiral de inflação mais ampla.
"O mais importante não é o aumento imediato dos preços, mas se o choque tem efeitos persistentes sobre a inflação e o nível geral de preços", disse Rehn em uma conferência em Washington. "Neste momento, a perspectiva é nebulosa."
Ele disse que, se os danos aos mercados de energia permanecerem limitados em termos de tempo e escala, poderia ser "possível, embora de forma alguma certo", que o BCE ignore o choque.
Entretanto, uma ação decisiva e enérgica do BCE pode ser necessária se o choque de energia começar a gerar os chamados efeitos secundários sobre os preços e salários e se as expectativas de inflação de longo prazo aumentarem.
"A avaliação calma prevalecerá sobre a pressa, e nenhuma decisão está predeterminada", disse Rehn.