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Atividade global de fusões e aquisições deve superar boom de 2021, diz Morgan Stanley

9 jul 2026 - 12h13

O Morgan Stanley prevê que ‌a atividade global de fusões e aquisições atinja um recorde de US$6,4 trilhões em 2026, superando os níveis observados em 2021, à medida que os mercados acionários em alta e a renovada confiança das empresas desencadeiam uma enxurrada de transações.

A projeção aponta para uma retomada ⁠generalizada das negociações globais, após anos em que as altas taxas de ‌juros e a volatilidade do mercado mantiveram os executivos à margem.

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Embora o conflito no Oriente Médio e os temores de disrupção impulsionada ‌pela IA tenham pesado sobre o ânimo ‌no início deste ano, Wall Street parece ter deixado ⁠grande parte das preocupações de lado.

O Morgan Stanley afirmou que o ritmo acelerou no segundo trimestre, com os negócios anunciados registrando um aumento de mais de 64% em relação ao ano anterior, liderados pelos setores de software, serviços públicos, energia e saúde. A conclusão de negócios ‌subiu mais de 33%.

As empresas também se sentiram encorajadas por sinais de ‌que os reguladores do ⁠governo Trump estão ⁠mais receptivos a grandes transações, aliviando as preocupações de que uma aplicação agressiva ⁠das leis antitruste pudesse inviabilizar ‌os negócios.

"Em linha com nossas ‌expectativas antes das eleições de 2024, o governo Trump tem adotado um regime regulatório mais brando, embora com nuances importantes por trás disso", afirmaram analistas do Morgan Stanley em uma nota ⁠aos clientes. "Isso significa que o cenário de fusões e aquisições tornou-se mais favorável."

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A corretora espera que as oportunidades de negócios se expandam à medida que a incerteza geopolítica diminui, levando as empresas a reestruturar seus negócios enquanto os patrocinadores ‌de private equity colocam seus recursos disponíveis em ação.

O Morgan Stanley estima que gestores de ativos alternativos tenham cerca de US$4,3 trilhões ⁠em capital disponível para transações. Os anúncios de fusões e aquisições apoiados por investidores aumentaram mais de 10% no segundo trimestre.

Possíveis aumentos nas taxas de juros, segundo a corretora, continuam sendo um risco importante para suas perspectivas, mas a atual onda de fusões e aquisições tem se mostrado amplamente resiliente.

Custos de financiamento mais elevados geralmente freiam as atividades de aquisição, tornando as operações alavancadas mais difíceis.

Os resultados do segundo trimestre dos maiores bancos dos EUA, a serem divulgados na próxima semana, vão oferecer aos investidores novas perspectivas sobre o cenário de fusões e aquisições, bem como sobre as emissões de dívida e ações.

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