A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não identificou riscos de suprimento de combustíveis no Brasil para abril e segue acompanhando a oferta de diesel e gás de cozinha (GLP), afirmou o diretor da autarquia Pietro Mendes, nesta quarta-feira.
O diretor destacou ainda que o conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã iniciado em 28 de fevereiro atingiu infraestruturas importantes no Oriente Médio, impactando preços internacionais do petróleo e de seus derivados.
Na terça-feira, foi anunciado um cessar-fogo enquanto EUA e Irã discutem termos para um eventual acordo, derrubando as cotações do petróleo.
No mês passado, as distribuidoras nacionais Raízen, Ipiranga e Vibra Energia chegaram a enviar ofício ao governo, com alertas sobre riscos ao abastecimento nacional em abril, em meio a restrições de oferta no país em virtude dos conflitos no Oriente Médio.
Mas a Petrobras elevou seu suprimento ao setor e novas cargas foram compradas no exterior por agentes, como a Vibra Energia, conforme noticiado anteriormente.
"Isso (conflito e suas consequências) é extremamente crítico porque, ainda que o conflito acabe -- estou aqui na torcida muito grande que esse cessar-fogo leve a uma pacificação da região -- a gente não sabe os impactos", disse Mendes, ao participar de evento Latam Energy Week, no Rio de Janeiro.
"Com relação a suprimento, nós não identificamos para o mês de abril nenhum risco de abastecimento no Brasil, mas obviamente, nós temos que acompanhar a evolução dos conflitos e, eventualmente, havendo alguma destruição de uma infraestrutura internacional significativa no que se refere à produção de diesel e GLP, nos traz preocupação."
Mendes destacou que o Brasil depende de importações de diesel e GLP.