Oferecimento

A dois dias do prazo dado pelos EUA, Lula diz que não haverá novo tarifaço sobre produtos do Brasil

Governo brasileiro ainda tenta realizar última reunião com os subordinados de Trump

13 jul 2026 - 19h09
(atualizado às 19h11)

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou à imprensa presente na visita dele ao Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), que não haverá um novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A fala do petista ocorre dois dias antes do prazo final para o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) apresentar o relatório final sobre a taxação.

Publicidade

"Não vai ter tarifaço, não vai ter tarifaço", repetiu Lula ao ser questionado por um jornalista da TV Vanguarda presente em São José dos Campos (SP).

Na última sexta-feira, 10, o presidente Lula reuniu ministros para definir qual seria a estratégia brasileira nos últimos dias de negociação
Na última sexta-feira, 10, o presidente Lula reuniu ministros para definir qual seria a estratégia brasileira nos últimos dias de negociação
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Como mostrou o Estadão/Broadcast, integrantes do governo já admitem, em reserva, que a tendência é que os Estados Unidos apliquem realmente a tarifa adicional por supostas práticas comerciais desleais. Essa também é a visão do setor produtivo, que vê a taxação como "inevitavel". A expectativa, porém, é de que é possível colocar produtos estratégicos da lista de exceções da taxação.

Por isso, o governo brasileiro ainda tenta realizar uma última reunião com os subordinados de Trump antes da quarta-feira.

Em relatório preliminar divulgado em 1º de junho, o USTR sugeriu a aplicação de sobretaxa de 25% sobre os produtos importados brasileiros, com exceção de grande parte dos produtos agropecuários.

Publicidade

Da parte do governo brasileiro, quem encabeça as negociações são os ministros Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Já pela Casa Branca, o presidente Donald Trump convocou o Representante de Comércio, Jamieson Greer.

Na última sexta-feira, 10, o presidente Lula reuniu ministros para definir qual seria a estratégia brasileira nos últimos dias de negociação. Ficou decidido que o Brasil continuará usando os espaços diplomáticos para tentar encontrar um acordo com os americanos, mas sem incluir temas considerados caros à soberania nacional, como o Pix.

Há também uma possibilidade bastante remota, mas não descartada, de Trump adiar a aplicação das tarifas para favorecer eleitoralmente o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio foi até a audiência pública do USTR na semana passada para argumentar que a aplicação da taxa agora poderia beneficiar Lula.

TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se