Thayse Teixeira não faz mais parte da equipe do Fofocalizando, do SBT. A demissão da apresentadora aconteceu nesta quarta-feira (28), um dia após ela propagar fake news no programa ao questionar prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais.
A informação sobre a demissão foi confirmada pela reportagem do Terra com a assessoria de imprensa do SBT.
"O SBT informa o encerramento do contrato com Thayse Teixeira. Durante sua trajetória na emissora, a apresentadora integrou o time de apresentadores do Fofocalizando e participou do quadro “Dez ou Mil”, do Programa do Ratinho. O SBT agradece à apresentadora pelo período em que esteve na emissora, reforça seu respeito por sua trajetória profissional e deseja sucesso em seus próximos projetos", diz a nota enviada pela emissora.
A relação entre a polêmica e a demissão, portanto, não foi oficialmente confirmada pelo canal.
O que Thayse Teixeira disse ao vivo?
A polêmica aconteceu durante a edição de terça-feira (27) do "Fofocalizando", enquanto os apresentadores comentavam a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Ao defender o senador, Thayse afirmou que faria o mesmo diante das ameaças que, segundo ela, ele estaria sofrendo.
“Eu faria o mesmo [deixaria o Brasil]. Como é que uma pessoa fica em um país em que a todo momento estava sendo ameaçada? Pelo amor de Deus!”, declarou.
Na sequência, a conversa passou para a investigação envolvendo Flávio e a prorrogação do horário de votação no segundo turno. A apresentadora demonstrou desconfiança em relação à medida e afirmou:
“Primeira vez no país, há quantos anos que eu voto… Já estou cansada disso, e nunca houve essa coisa de vou prorrogar tanto tempo. Está tudo errado no país”.
As declarações provocaram uma reação de Matheus Baldi, que contestou a sugestão de que a extensão do horário poderia ter alterado o resultado eleitoral. “Foram 35 mil votos, Thayse, [registrados] depois das 17h; ou seja, isso não mudaria a eleição. Só para a gente destacar e ser coerente. Foi uma diferença de 4 milhões de votos”, respondeu o jornalista.
Eduardo Gayer, analista político do SBT News, também interveio na conversa e lembrou que a campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado a ampliação do horário. Gabriel Cartolano reforçou a informação: “Isso! As duas campanhas pediram”.
Mesmo após as explicações, Thayse manteve as críticas à condução do processo eleitoral. “Para ser pelo menos justo, né? Tanta coisa já foi injusta e completamente discrepante, desde a hora que começou até o final. O Brasil não é para amadores”, afirmou.
A prorrogação da votação foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado os trabalhos às 17h. A decisão levou em conta dificuldades de transporte enfrentadas por eleitores e pedidos das duas campanhas presidenciais, conforme esclarecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com levantamento divulgado pelo TSE em 27 de outubro, foram registrados 34.393 votos após as 17h no segundo turno. O número representa uma parcela pequena do total de votos computados na eleição.
A medida não significou a reabertura de urnas que já haviam encerrado a votação. A orientação era permitir a continuidade do processo apenas nas seções que ainda estavam em funcionamento.
No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, Lula (PT) foi eleito com 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64.256.232 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 48,21%, totalizando 59.826.041 votos. A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos, segundo os resultados finais divulgados com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
🔥Thayse Teixeira leva corte de Matheus Baldi após se negar a aceitar que os votos após às 17h não iriam interferir no resultado final para a vitória de Lula: "São 35 mil votos Thayse, ou seja, isso não mudaria as eleições…" #FofocalizandoNoSBT https://t.co/wXuLTmYypR
— Central Reality (@centralreality) October 27, 2026