Luciano Huck e Globo são investigados após o apresentador sugerir site na véspera das eleições; entenda

Luciano Huck faz ele e Globo serem investigados após indicar site no Domingão sobre candidatos

29 set 2026 - 23h05
Resumo
O Ministério Público Federal investiga Luciano Huck e a Globo por suposta infração eleitoral após o apresentador divulgar, no Domingão, a plataforma Tem Meu Voto. A apuração partiu de denúncia da deputada Fernanda Melchionna (PSOL), motivada por queixas de que o site estaria favorecendo candidatos de direita e extrema-direita. Enquanto políticos exigem transparência e a suspensão da ferramenta, os responsáveis pela plataforma afirmam que o sistema é apartidário, isonômico e de metodologia pública.

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral, o que fez o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul iniciar uma investigação para saber se Luciano Huck e a TV Globo infringiram a lei eleitoral.

Luciano Huck no Domingão (Reprodução/TV Globo)
Luciano Huck no Domingão (Reprodução/TV Globo)
Foto: Contigo

No último domingo (27), o apresentador divulgou durante o Domingão uma plataforma chamada Tem Meu Voto. "O eleitor responde a um questionário sobre oito temas, o que ele acha mais importante para ele, o que ele considera fundamental, e o sistema calcula o percentual de alinhamento com cada candidatura, a deputado estadual, federal e senador", declarou o global.

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"São quase 20 mil candidaturas na base, é apartidário, não indica candidato, não indica voto, a decisão é do eleitor, mas ajuda a encontrar quem tem a plataforma parecida com as suas ideias", seguiu o artista. A denúncia afirma que eleitores reclamaram nas redes sociais que o match só acontece com candidatos da direita e da extrema-direita.

O vereador Nabil Bonduki (PT-SP) chegou a fazer um pedido para que a plataforma não fique mais disponível. "Uma ferramenta com potencial para influenciar a escolha de milhares de pessoas precisa ter transparência, critérios verificáveis e tratamento isonômico entre todas as candidaturas", declarou o político à Folha de S. Paulo.

O OUTRO LADO

A plataforma chegou a se manifestar por meio de nota. "[O site] não recomenda voto nem favorece partidos: permite ao eleitor comparar suas posições com as das candidaturas, com metodologia pública, disponível para consulta, e critérios iguais para todos", garantiram.

"A metodologia compara posições sobre oito temas, considerando as prioridades indicadas pelo próprio eleitor. Quando uma candidatura responde ao questionário, sua resposta prevalece sobre qualquer estimativa baseada em registros parlamentares. O resultado expressa afinidade nos temas consultados, não uma recomendação de voto", destacaram.

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