As redes sociais reagiram mal à cobertura da Globo e da GloboNews da manifestação em apoio ao presidente Lula (PT) na Avenida Paulista.
Inúmeras postagens criticaram a seleção de imagens, que priorizou ângulos fechados, com pouco destaque à extensão dos vários quarteirões ocupados pelos manifestantes.
O tempo dedicado ao evento também desagradou, especialmente no canal de notícias da TV paga, onde alguns boletins não chegaram a 1 minuto.
Personalidades como o apresentador Guga Noblat, o cineasta Kleber Mendonça Filho e jornalista e ex-repórter da Globo Rodrigo Vianna criticaram os ‘takes’ e apontaram suposta tendenciosidade.
No ‘Fantástico’ houve equilíbrio. Lula e Flávio Bolsonaro (PL) receberam o mesmo espaço de tela: 2 minutos e 10 segundos cada.
O que irritou os apoiadores do presidente foi o corte seco da fala do repórter Anselmo Caparica quando ele informava atos pró-Lula em outras capitais.
Nota-se uma crescente onda de desconfiança contra o jornalismo da Globo desde o cancelamento do debate presidencial, que deveria ter acontecido no dia 1º de outubro.
A situação piorou após o comportamento descontraído de César Tralli na ‘Marcha da Apuração’, com risos ao comentar a vitória de Flávio Bolsonaro na primeira etapa da eleição.