‘O reality show que ninguém vê e onde os competidores foram esquecidos lá dentro’.
Assim foi descrita de maneira sarcástica nas redes sociais a 1ª edição de ‘Casa do Patrão’.
No ar a partir de 25 de agosto, o ‘Estrelas da Casa’ tem a missão de evitar o mesmo destino.
As duas edições anteriores tiveram desempenho morno no Ibope e não empolgaram a internet.
Reformulado, o novo ‘Estrelas’ convocou Belo, Júnior Lima e Anitta na tentativa de ser mais atrativo e popular.
A dúvida principal permanece: o público está interessado nesse formato já tão repetido na TV?
A própria Globo desistiu do ‘The Voice Brasil’ após explorá-lo à exaustão.
Levado para o SBT em 2025, o programa não foi um grande sucesso.
A indústria da música vive ótima fase, com recordes de faturamento nos streamings e na chamada ‘economia dos fãs’, formada por produtos com a marca de cantores e bandas.
Mas parece existir uma descrença na possibilidade de um programa de televisão criar um novo grande artista ou grupo.
O histórico desses ‘talent shows’ explica.
Onde estão os vencedores do ‘Fama’ (Globo), ‘PopStars’ (SBT), ‘Ídolos’ (SBT/Record), ‘The Voice Brasil’ (Globo/SBT), ‘SuperStar’ (Globo) e ‘X Factor Brasil’ (Band)?
A maioria desapareceu da mídia.
Não por falta de talento, mas por outras circunstâncias, como o pouco aproveitamento nas próprias emissoras e a baixa adesão às carreiras lançadas.
É justamente esse fantasma que ‘Estrelas da Casa’ terá de espantar: o de revelar cantores que brilham apenas enquanto as câmeras estão ligadas.
Aliás, por onde andam os campeões da 1ª e 2ª temporadas, Lucca e Thainá Gonçalves?
Uma certeza: não estão em evidência na Globo.
O grupo vencedor este ano, seja de pagode ou pop, terá de produzir não apenas música boa, mas um ruído alto nas redes sociais e na imprensa.
Sem isso, correrá o risco de também cair logo no esquecimento.