A retomada da discussão sobre a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, suscitada pelos ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes, traz à memória a trajetória singular de Sandra Annenberg.
Ela cursou a tradicional Escola de Arte Dramática da USP e começou na TV como atriz.
Fez programa humorístico (‘Bronco’, na Band), novelas (‘Pacto de Sangue’/Globo, ‘Cortina de Vidro’/SBT) e minisséries (‘Chapadão do Bugre’/Band, ‘A, E, I, O… Urca’/Globo).
A transição de carreira aconteceu na Record, onde comandou atrações esportivas. Foi quando chamou a atenção da direção de jornalismo da Globo.
Aceitou o convite para ser ‘garota do tempo’, como se referiam naquela época à apresentadora do boletim meteorológico.
Naquele mesmo ano, 1991, entrou para o curso de Comunicação de uma faculdade privada de São Paulo.
Enquanto seus colegas de turma começavam a aprender o básico sobre telejornalismo, Sandra aparecia todos os dias no ‘São Paulo Já’ e no ‘Jornal Nacional’.
Ao se graduar, em 1994, fazia parte da bancada do ‘Fantástico’.
Trabalhou também no ‘SPTV’, ‘Jornal da Globo’, ‘Jornal Hoje’, ‘Globo Cidadania’, ‘Como Será?’ e foi correspondente em Londres antes de chegar ao posto atual, o ‘Globo Repórter’.
Ela carrega outra peculiaridade na trajetória: pediu para sair do rodízio de apresentadores do ‘Jornal Nacional’ em 2019.
É preciso ter muita personalidade e autoconfiança para abrir mão de um posto tão cobiçado.
A âncora preferiu focar nas funções em São Paulo do que viajar frequentemente ao Rio para fazer o principal telejornal do país.
Hoje, com 35 anos de carreira nos noticiários, Sandra Annenberg está entre os jornalistas mais populares da televisão e é uma referência aos calouros de Comunicação.