O canal Telefe, da Argentina, exibe atualmente o ‘Gran Hermano - Generación Dorada’, a 13ª temporada do ‘Big Brother’.
Pela primeira vez, mistura anônimos, ex-participantes e celebridades. A edição começou com 33 pessoas confinadas.
O reality tem regras flexíveis que podem fazer o telespectador brasileiro achar que se trata de uma grande bagunça.
Logo no começo houve uma votação mista: para salvar e para eliminar.
Aconteceram várias entradas tardias. Teve quem entrou no 7º, 21º, 36º, 50º e até no 64º dia.
Diferentemente do ‘BBB’, os competidores podem receber autorização para sair a fim de resolver alguma questão importante.
Entre os casos recentes, uma participante foi ao velório de um familiar e depois voltou.
No Brasil, se Ana Paula Renault resolvesse acompanhar o enterro do pai, teria perdido o prêmio de campeã.
Por lá, existe também uma pontuação. Por exemplo: os eliminados podem dar pontos extras a alguém que fica para usarem na formação da berlinda.
Em uma semana, todos que estavam na casa foram direto para o ‘Paredão’.
Em outra, houve eliminação dupla.
Uma mulher que falava o tempo todo em desistir foi expulsa pela produção e uma recém-eliminada retornou a convite da produção.
Em alguns momentos, ao ouvir um alarme, os competidores precisam permanecer ‘congelados’. Um parente entra e fica frente a frente com o familiar. Se alguém se mexe, recebe uma punição.
Aos sábados, o canal transmite ‘La Noche de los Exes’, com ex-participantes de outras temporadas analisando a edição atual.
A premiação no ‘Grande Hermano’ é bem inferior à do ‘Big Brother Brasil’.
Por semana, cada participante recebe 137 mil pesos, cerca de R$ 500.
O campeão levará 70 milhões de pesos, aproximadamente R$ 250 mil, ou seja, quase 23 vezes menos do que os R$ 5,7 milhões recebidos por Ana Paula Renault no ‘BBB26’.
O escolhido do público ganha também uma casa, uma moto e 1 ano de cerveja grátis.
Este ano, a casa do ‘Gran Hermano’ tem uma atração especial: a mini-praia com areia de verdade e piscina com bordas cenográficas simulando o mar.
Uma ideia que cairia bem no ‘Big Brother Brasil’ que acontece sob o calor de Curicica, zona oeste do Rio.
Na imprensa mundial, a edição atual do reality argentino gerou manchetes negativas por comentários e piadas racistas.
Uma competidora branca foi expulsa por dizer que outra participante, negra, havia sido “comprada” e parecia ter acabado de “desembarcar do navio”, fazendo alusão aos africanos escravizados trazidos à América.