Com duas semanas no ar, ‘Casa do Patrão’ ainda não mostrou a que veio. Pior do que a audiência fraca (3.1 pontos de média no sábado, dia 9, e 2.1 no domingo, dia 10), o reality show não consegue empolgar.
Critica-se o cenário tosco, o áudio com interferência, a baixa qualidade da imagem, o apresentador pouco à vontade, as provas, as dinâmicas, as festas… Mas, talvez, o maior problema seja o elenco.
Poucas vezes vimos um grupo tão desanimado em um confinamento na TV. A maioria parece estar ali por obrigação. Uma apatia estranha, incompatível com a energia e a ambição que se espera de competidores por um prêmio em dinheiro e fama.
Ok, ninguém aceitou participar iludido de que ‘Casa do Patrão’ seria tão bom quanto o ‘Big Brother Brasil’ e ‘A Fazenda’, porém, o programa poderia render ótimos momentos se cada um deles demonstrasse vontade de jogar.
Hoje, a avaliação é deprimente: falta espírito de competitividade, engajamento, ousadia, bom humor, carisma. O entretenimento é morno. Impossível que o grupo não tenha noção de como o reality está desinteressante.
Essa edição prova, definitivamente, que muitos candidatos conseguem enganar no processo seletivo ao vender o que não são. Para ganhar a vaga, prometem muito. Na hora H, não entregam nada.
Há duas exceções: Sheila e Nikita. Elas fazem provocações, instigam os rivais, mas falta um retorno à altura para dar sequência aos conflitos e tirar a narrativa do marasmo.
Medo de cancelamento? Temor de enfrentar um protegido do público? Estratégia de ser ‘planta’ para ir sobrando até a final? Personalidade incompatível com o formato da atração?
Pode ser tudo isso e outros entraves. Resta ao diretor Boninho interferir: somente uma overdose de pressão nos acomodados fará, talvez, ‘Casa do Patrão’ reagir no Ibope e despertar a atenção das redes sociais.
Por enquanto, essa casa não tem dono nem boas histórias para contar.