A Band acaba de traçar um plano estratégico e audacioso para tentar reverter uma de suas maiores dores de cabeça no mercado publicitário.
A emissora do Morumbi decidiu abrir os cofres e confirmou a transferência do jornalista Juliano Dip para o Rio de Janeiro.
A partir de julho, o ex-repórter do extinto humorístico CQC assumirá o posto de principal correspondente e liderança jornalística da capital fluminense.
Juliano terá a missão exclusiva de produzir reportagens especiais e de fôlego para o Jornal da Band. Dip carrega imenso prestígio com a alta cúpula do canal devido ao seu histórico versátil.
Ele acumula passagens elogiadas como correspondente internacional, com destaque para uma série de materiais produzidos diretamente da China, e vinha atuando no setor de entretenimento.
Mas o que motivou essa decisão da Band?
A transferência de Juliano Dip é o desfecho do encerramento definitivo do programa Melhor da Noite, cancelado em março.
A atração de variedades amargava baixíssima audiência na Grande São Paulo, onde raramente conseguia romper a barreira de 1,0 ponto no Ibope.
Dip foi um dos raríssimos nomes poupados do passaporte azul. O fim do projeto provocou uma verdadeira limpa no elenco.
Os apresentadores Felipeh Campos e Pâmela Lucciola foram totalmente dispensados da rede, assim como o rapper Thaíde, que comandava um quadro fixo.
Livre no mercado, Felipeh Campos assinou um novo vínculo e acertou seu retorno imediato ao SBT.
Para evitar uma demissão em massa nos bastidores técnicos, boa parte dos produtores e cinegrafistas do antigo programa matinal foi realocada para o novo projeto dominical liderado por Renato Ambrósio, com lançamento agendado para o segundo semestre de 2026.
O desafio carioca
A chegada de Juliano Dip ao Rio de Janeiro visa quebrar uma barreira histórica de resistência do público local.
Atualmente, a audiência da Band em solo carioca é considerada preocupante pela direção: os índices da rede dificilmente ultrapassam a marca dos 2,0 pontos de média.
Especialistas de mídia apontam que o telespectador do Rio de Janeiro rejeita tradicionalmente a programação da Band.
Isso acontece devido à forte identidade cultural e ao excesso de conteúdo focado na capital de São Paulo, desafio que o jornalismo tentará suavizar a partir do próximo mês.
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