The Clash: icônico baixo quebrado da capa de 'London Calling' será exibido em museu

Instrumento icônico ganha destaque em Londres

20 jun 2026 - 14h16
The Clash: icônico baixo quebrado da capa de 'London Calling' será exibido em museu
The Clash: icônico baixo quebrado da capa de 'London Calling' será exibido em museu
Foto: The Music Journal

O baixo Fender Precision, testemunha silenciosa da fúria de Paul Simonon no palco e imortalizada na capa do clássico álbum London Calling do The Clash, está prestes a escrever um novo capítulo em sua história. Após anos residindo no Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland (EUA), este icônico artefato do rock agora fará uma viagem transatlântica para se tornar uma peça central no recém-inaugurado Museu de Londres.

A notícia do retorno deste instrumento lendário para solo britânico surge no contexto da iminente abertura do novo espaço do museu, localizado no histórico Smithfield Market. Planejado para ser inaugurado em 28 de novembro, o local, que há quase mil anos pulsa como um coração comercial de Londres, está passando por uma revitalização ambiciosa que se arrasta desde 2016.

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A chegada do baixo de Simonon marca um ponto alto para a coleção, prometendo atrair olhares e reacender a chama da rebeldia punk.

A fotografia que adorna a capa de London Calling, capturada pela lente da lendária Pennie Smith, eternizou o momento exato em que Simonon destrói o baixo em um show no The Palladium, em Nova York, em 20 de setembro de 1979. Este ato, que hoje é um símbolo da iconoclastia punk, nasceu da frustração do baixista com a rigidez dos seguranças do local, que impediam a plateia de se levantar e interagir com a banda.

"Isso me frustrou a ponto de eu destruir este baixo", recordou Simonon em uma entrevista de 2011 à Fender. " Essa declaração, carregada de emoção, adiciona camadas de significado a um objeto que transcendeu sua função musical para se tornar um ícone cultural.

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Foto: The Music Journal

Foto: Sony Music

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A decisão de exibir o baixo no Museu de Londres não é apenas um reconhecimento de sua importância histórica para a música, mas também um movimento estratégico para consolidar a identidade cultural do novo espaço. O museu, fundado em 1976 e anteriormente situado na London Wall, busca uma renovação que o conecte de forma mais profunda com a rica tapeçaria cultural da cidade.

A revitalização do Smithfield Market para abrigar o museu promete transformá-lo em um vibrante epicentro cultural. Além do baixo de Simonon, a coleção incluirá itens tão diversos quanto as tablas de Kuljit Bhamra, pioneiro do Bhangra britânico e mente por trás do cultuado álbum Punjabi Disco, o colete de execução do Rei Charles I (datado de 1649), a intrigante obra de arte Piranhas de Banksy, e fragmentos do Whitechapel Fatberg, uma bizarra concreção de gordura encontrada nos esgotos londrinos.

A proposta do novo museu é ir além da mera exposição de artefatos. A música e a cultura terão um papel preponderante, com o renomado clube local Fabric escalado para curar e sediar festas mensais regulares. Essa iniciativa demonstra o compromisso em criar um espaço dinâmico que não apenas preserve o passado, mas também celebre o presente e inspire o futuro da cultura londrina.

A chegada do baixo de Paul Simonon é, portanto, mais do que uma simples aquisição; é a elevação de um símbolo de rebeldia a um pedestal de reverência, ressaltando a capacidade da arte de capturar e redefinir momentos cruciais da história e do comportamento humano.

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