A indústria musical está em polvorosa com a notícia de que BTS, o fenômeno global do K-Pop, se vê no centro de uma controversa acusação de plágio.
O single SWIM, que dominou as paradas mundiais e permaneceu no topo da Billboard Global 200 por impressionantes quatro semanas, agora enfrenta um processo judicial que questiona sua originalidade.
A situação adiciona uma camada de complexidade à já aclamada era ARIRANG do grupo, que tem quebrado recordes e solidificado o status do BTS como ícone cultural.
Por trás da ação legal estão os compositores Steve Cooper, Jon Sandler e Greylyn Johnson, artistas com menor projeção no cenário musical. Eles alegam que SWIM contém "elementos-chave roubados" de uma demo de sua autoria, também intitulada SWIM.
O documento, acessado pela Billboard, expõe a convicção do trio de que, após análise minuciosa da faixa do BTS, a "conclusão óbvia e inevitável" é que a canção copia substancialmente seu trabalho original, configurando uma clara infração de seus direitos autorais.
É crucial notar que o processo não mira diretamente nos membros do BTS, mas sim nas gigantes por trás do grupo: HYBE, HYBE América e Big Hit Music Co. Além disso, a ação se estende a uma lista de compositores envolvidos na criação de SWIM, incluindo nomes como Ryan Tedder, James Essien, Sean Foreman, Tyler Spry, Jamison Baken, Kirsten Spencer, Derrick Milano e Pdogg.
Contudo, a presença de RM, integrante do BTS, entre os compositores da música, levanta questões sobre o quão distante ele poderá se manter das implicações do caso.
A narrativa dos demandantes aponta para uma cronologia intrigante. Eles afirmam ter distribuído sua demo SWIM a diversos profissionais da indústria desde março de 2025. Entre os destinatários estariam executivos do Artist Publishing Group, que, segundo o trio, não só ouviram o material, mas também o compartilharam com outros artistas - incluindo alguns que, posteriormente, colaboraram na criação da versão do BTS.
Essa linha do tempo sugere que a demo poderia ter chegado às mãos dos produtores da HYBE antes mesmo da concepção da faixa milionária.
O trio de compositores revelou que buscou um acordo extrajudicial com a HYBE antes de acionar a justiça, como menciona o processo:
Os réus não responderam ou não conseguiram chegar a um acordo com os autores, tornando necessária a abertura desta ação judicial
As semelhanças apontadas pelos acusadores entre a SWIM do BTS e sua demo são específicas: a frase do gancho, que ecoa o título, harmonias e outros elementos rítmicos e líricos. Tais alegações, se confirmadas, poderiam ter sérias implicações para a reputação e os ganhos de uma das músicas mais populares do ano.
Com 684 milhões de reproduções no Spotify desde seu lançamento, SWIM não é apenas um sucesso comercial, mas um fenômeno cultural que alcançou o primeiro lugar em países estratégicos como Coreia do Sul, Estados Unidos e Brasil. Este processo não apenas desafia a autoria de uma canção, mas também ilumina a complexa dinâmica de direitos autorais na era digital, onde a disseminação de demos e a colaboração global podem criar zonas cinzentas delicadas.