O BTS marcou seu retorno histórico ao Brasil com uma turnê que reuniu os sete integrantes após o serviço militar. O show de 2h20 apostou em raízes folclóricas, presença de palco crua e palco em 360 graus, mesclando sucessos mundiais a discursos em português. Com 252 mil ingressos vendidos em três datas em São Paulo, o evento bateu recorde de bilheteria na América Latina e demandou esquema especial na cidade, apesar de queixas pontuais sobre modificações técnicas nos telões.
Em vez de se ater às fórmulas do pop ocidentalizado, o grupo sul-coreano apostou no resgate de suas raízes asiáticas e celebrou o álbum batizado com o título de um clássico hino tradicional da Coreia do Sul, unindo graves urbanos densos à sonoridade folclórica de sua terra natal.
A reunião nos palcos mundiais representa o ponto mais alto do amadurecimento vivido por Jin, Suga, RM, J-hope, Jimin, V e Jungkook, que cumpriram a pausa militar obrigatória a partir de 2022. Na performance de Body to Body, um dos momentos mais marcantes da noite ocorreu quando os integrantes abaixaram os microfones em silêncio contemplativo, deixando a plateia comandar o canto em uníssono pelo estádio.
Com 2h20 de duração, o espetáculo rompeu com os formatos hipercoreografados habituais do gênero para priorizar uma presença cênica mais crua. Entre as músicas que ditaram o ritmo do show estiveram Hooligan e arranjos atualizados de Mic Drop, Run BTS, Fire e Fake Love. O alinhamento combinou os hits globais Dynamite e Butter a inserções inesperadas no roteiro, casos de Black Swan e Silver Spoon (Baepsae).
A cenografia utilizou um formato em 360 graus com longas passarelas para intensificar o contato com a plateia, embora modificações técnicas nos telões para a etapa latino-americana tenham provocado discussões e queixas do público. Na comunicação com os fãs, o septeto deixou de lado o inglês hegemônico e priorizou discursos em português com suporte de tradução em tempo real.
A dimensão da turnê demandou uma operação especial na capital paulista, envolvendo bloqueios de trânsito desde o início do dia e estratégias de venda de entradas voltadas a combater cambistas. 500 pessoas.
Ao todo, a comercialização de 252 mil ingressos somados para a sequência de três apresentações colocou o conjunto na liderança de bilheteria do estilo na América Latina, ultrapassando números obtidos por outros expoentes como o Stray Kids.
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