Ser uma artista nordestina não deveria ser um gênero musical

"Quero poder fazer música eletrônica, pop e continuar sendo uma artista nordestina"

29 out 2026 - 17h44
Resumo
A cantora pernambucana Uana questiona a redução da produção musical do Nordeste a um único estilo. Ela destaca que a região engloba nove estados e mais de 54 milhões de pessoas, abrigando uma imensa diversidade de sotaques, histórias e movimentos culturais. A partir de sua própria vivência artística, Uana defende que a identidade geográfica não deve ser tratada como um gênero sonoro limitador, desafiando os estereótipos sobre o que se espera ouvir de uma artista nordestina.

Por UANA, cantora e compositora pernambucana

UANA
UANA
Foto: Tenho Mais Discos Que Amigos!

O Nordeste reúne nove estados e mais de 54 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 27% da população brasileira, segundo o Censo 2022 do IBGE. É um território formado por diferentes sotaques, histórias, paisagens, movimentos culturais e experiências. Como esperar que toda essa diversidade possa ser traduzida por uma única identidade sonora?

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Sou pernambucana. O Nordeste atravessa a minha identidade, a forma como escuto, crio, observo o mundo e faço música. É também a partir dessa experiência que me pergunto: quando pensamos em uma artista nordestina, que música esperamos ouvir? Ser uma artista nordestina não deveria significar pertencer a um gênero musical. Parece uma afirmação simples, mas não é.

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